Media Impresa reduz prejuízos para 165 mil euros até Setembro

Impresa reduz prejuízos para 165 mil euros até Setembro

A dona da SIC fechou os primeiros noves meses do ano com prejuízos de 165 mil euros, uma melhoria de 71,8% face ao mesmo período de 2016. A queda das receitas em 2,3% foi compensada com a redução dos custos operacionais.
Impresa reduz prejuízos para 165 mil euros até Setembro
Miguel Baltazar/Negócios
Sara Ribeiro 24 de outubro de 2017 às 16:49

A Impresa registou um resultado líquido negativo de 165 mil euros até Setembro deste ano, o que representa uma melhoria de 71,8% face ao prejuízo de 585 mil euros obtido no mesmo período do ano passado. Tendo em conta só os dados relativos ao terceiro trimestre deste ano, os prejuízos recuaram 86,2% para 259 mil euros.

Estes números foram bastante melhor do que o que estava a ser antecipado pelos analistas do CaixaBI, que antecipavam que a Impresa duplicasse os prejuízos para cerca de 1,3 milhões.

 

De Janeiro a Setembro as receitas totais do grupo liderado por Francisco Pedro Balsemão totalizaram 146 milhões de euros, uma descida de 2,3% derivada, principalmente, da quebra dos proveitos das chamadas de valor acrescentado. Estes valores ainda comparam com os do ano anterior, quando a SIC ainda transmitia o programa de domingo à tarde que incluía esta rubrica. Analisando só o terceiro trimestre do ano, depois do programa ter acabado a 1 de Maio, os proveitos consolidados do grupo aumentaram 4,3% para 47 milhões de euros.

 

A quebra registada nos proveitos foi, contudo, compensada pelo corte dos custos operacionais em 2,3% para 138 milhões de euros. "Sem os custos de reestruturação a descida teria sido de 2,9%", sublinha a empresa em comunicado emitido esta terça-feira, 24 de Outubro, à CMVM.

 

No acumulado até Setembro o EBITDA (resultado antes de juros, impostos, amortizações e depreciações) decresceu 1,3% para 8,6 milhões de euros, afectado também pela política de redução de custos que a empresa em marcha. Ajustando os custos de reestruturação, o indicador subiu 6,2% para 10,3 milhões de euros. E no período entre Julho a Setembro este indicador melhorou 833% para 2,4 milhões de euros.

 

Já a dívida líquida da Impresa, a principal dor de cabeça do grupo que recentemente colocou vários títulos à venda, incluindo a Visão e a Exame, foi reduzida em 7,9 milhões de euros face ao período homólogo para 192,6 milhões de euros.

 

No que toca ao processo da venda destes títulos, a Impresa comenta apenas que "recebeu manifestações de interesse, as quais estão a ser analisadas". E garante que até "a esta data não foi tomada qualquer decisão", pelo que "não é possível apurar qualquer impacto da mesma".

 

Publicidade cresceu 10,5%

 

No mesmo comunicado, a Impresa sublinha que no terceiro trimestre as receitas publicitárias cresceram 10,5% para 26,4 milhões de euros, "um aumento transversal a todas as áreas" do grupo. No acumulado de Janeiro a Setembro a subida foi de 2,8% para 84,4 milhões de euros.

 

Além da descida de 42% para 6,3 milhões de euros dos proveitos das chamadas de valor acrescentado (IVRs), as receitas de subscrição geradas pelos oito canais da SIC desceram 0,5% para 32,3 milhões, "penalizadas pela recente desvalorização do dólar".

 

A televisão continua a ser o segmento com a maior fatia (75,8%) das receitas consolidadas da Impresa. No total, no acumulado até Setembro, esta área contribuiu com proveitos de 111 milhões, o que traduz uma queda de 2,2% impulsionada pela quebra do contributo das chamadas de valor acrescentado.

 

Pelo contrário, no grupo de canais SIC, as receitas publicitárias aumentaram 4,1% para 69 milhões de euros.

 

No segmento de "publishing", através de títulos como o Expresso e a Visão, as receitas recuaram 3,7% para 34 milhões de euros no acumulado dos nove meses. Uma tendência invertida no terceiro trimestre, com os proveitos desta área a registarem uma melhoria de 2,5% para 11,7 milhões de euros.

 

Neste campo, a publicidade apresentou um recuo de 3,1% para 14,7 milhões de euros de Janeiro a Setembro, ao passo que tendo em conta só o terceiro trimestre melhorou 10,5% para 5 milhões de euros.

 

"A performance positiva registada neste trimestre, ficou a dever-se à subida das vendas em banca, nalgumas marcas, conjugado com a actualização dos preços de capa, e a manutenção do crescimento das receitas com assinaturas, com o Expresso a destacar-se nas subscrições digitais", refere a Impresa.

 

Além disso, salienta o contributo da publicidade digital, que registou um crescimento de 11,4% até Setembro, representando cerca de 19% do total das receitas de publicidade da área do publishing.




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manuelfaf Há 3 semanas

Bom dia, vejo aqui muitos comentários a dizer que o título vai disparar. Apesar dos bons resultado comparativamente ao ano anterior, ainda tem um dívida tremenda. quantos anos são necessários até pagarem a dívida e gerar cash?

Anónimo Há 3 semanas

A partir de 2ª feira iremos assistir à recuperação vertiginosa da IMPRESA.
A OPA da NOS está prestes a acontecer!!!

Anónimo Há 3 semanas

Tal como no Montepio (o valor das acções subiram e desceram a pique no espaço de um mês, e após fecho de secção, foi anunciada a opa, com o valor das acções a duplicar de um dia para o outro), vai acontecer o mesmo com a IMPRESA: OPA da NOS

Anónimo Há 3 semanas

Tal como no Montepio (o valor das acções subiram e desceram a pique no espaço de um mês, e após fecho de secção, foi anunciada a opa, com o valor das acções a duplicar de um dia para o outro), vai acontecer o mesmo com a IMPRESA: OPA da NOS

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