Telecomunicações Inspecção do trabalho não detectou casos de assédio moral e pressão na PT

Inspecção do trabalho não detectou casos de assédio moral e pressão na PT

Em resposta ao Bloco sobre a “escalada de revogações por mútuo acordo” na Meo, o Governo garante que inspecção não detectou situações fora do normal. Mas assegura que a Autoridade do Trabalho vai estar "atenta".
Inspecção do trabalho não detectou casos de assédio moral e pressão na PT
Miguel Baltazar
Sara Ribeiro 04 de Novembro de 2016 às 12:59

No dia 2 de Junho de 2015 a Meo foi comprada pela Altice. Quando o grupo francês assumiu os comandas da operadora iniciou uma reorganização que incluiu a mobilidade dos trabalhadores, quer do local de trabalho quer de funções, a redução do outsourcing e a substituição desses postos por trabalhadores internos.

Este processo gerou algumas críticas, como do sindicato que representa os trabalhadores da PT (STPT), que alertou que o processo de transferência de trabalhadores do grupo estava a ser feito "à queima-roupa" e "com represálias chegando a ameaçar de despedimento".

Ao Bloco de Esquerda também chegaram algumas denúncias sobre "a pressão exercida sobre os trabalhadores com vista à revogação ou denúncia do contrato". O que levou o partido a questionar o Governo, através do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social sobre o tema.

De acordo com a missiva enviada pelo Bloco no dia 23 de Setembro, "os primeiros 15 meses da gestão da Altice foram marcados por sucessivas transformações em termos organizativos e funcionais, assinaladas por mudanças de funções de 1.000 trabalhadores e revogações "por mútuo acordo" que resultam de situações de forte pressão psicológica". E, "muitas vezes", os trabalhadores "não estão informados sobre as reais implicações da revogação do contrato, nem das regras subjacentes".

Posto isto, questionou o Governo se tinha conhecimento desta situação e quais as medidas que pretendia tomar para travar a "escalada de revogações por mútuo acordo".

Em resposta, no dia 3 de Novembro, o Ministério do Trabalho assegurou que "dos vários contactos estabelecidos pela ACT (Autoridade para as Condições do Trabalho) com os trabalhadores e com os respectivos representantes, não foram identificadas situações de prática de assédio moral nem de situações de pressão junto dos trabalhadores para revogarem os seus contratos de trabalho por mútuo acordo".

E acrescenta que "alguns dos trabalhadores optaram pela aposentação, outros, após formação, escolheram ser integrados noutras áreas funcionais".

Apesar destas conclusões, o Ministério do trabalho garante que "a ACT continuará atenta à situação com vista à promoção do cumprimento da legislação laboral e à melhoria das condições de trabalho, adoptando, em cada momento, os procedimentos considerados adequados".




A sua opinião5
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Anónimo Há 4 semanas

Desculpem o desabafo mas avaliando pelos comentários, é certo que a maior parte das pessoas/colegas não imaginam o que se passa na PT/MEO. É de lamentar aquilo que lá se passa. SIMPLESMENTE VERGONHOSO. Acreditem se quiserem...

Anónimo Há 4 semanas

A ACT e o Ministerio devem estar comprados para emitirem tal parecer, no mínimo disparatado, de tão irreal. Já agora pronunciem-se também sobre a retirada de benesses com o argumento de "mudou e funções e já nao tem direito", omitindo o facto de tais mudancas de funções terem sido impostas.

Ridículo mas verdade Há 4 semanas

Caso tenham actuado como nalguns casos do Novo Banco, não detectaram qualquer irregularidade, pois os factos ocorreram antes da distribuição do(s) processo(s) pelo(s) inspector(es)

Anónimo Há 4 semanas

A verdade é que a ACT podi ter um caso de assedio a frente dos narizes que não conseguia detectar, se nem 1% dos casos de assedio chegam há justiça é porque algo está mal

ver mais comentários
pub
pub
pub
pub