Empresas Inteligência artificial "ameaça existência" do jornalismo

Inteligência artificial "ameaça existência" do jornalismo

A inteligência artificial já entrou no mundo do jornalismo e promete transformar o sector, constituindo "uma ameaça à sua existência", revela este sábado um estudo do Instituto do Futuro Hoje.
Inteligência artificial "ameaça existência" do jornalismo
Um estudo do Instituto Futuro Hoje alerta para a ameaça que a inteligência artificial constitui para a existência do jornalismo.
Cátia Barbosa/Negócios
Lusa 07 de outubro de 2017 às 18:49

O Instituto do Futuro Hoje revelou este sábado um estudo que revela que a inteligência artificial constitui uma ameaça à existência do jornalismo.

 

O estudo debruça-se sobre as organizações que já utilizam a inteligência artificial para escrever artigos a partir, por exemplo, de dados como os resultados desportivos e informações financeiras.

 

O desenvolvimento de processos automatizados irá, "num futuro não muito distante", gerar, sem a intervenção dos jornalistas, artigos que não se ficarão por mais pelos dados, mas que gerarão uma análise, sublinha o trabalho.

 

Para este instituto, criado por Amy Webb, especialista em tendências no domínio das tecnologias emergentes, a ameaça mais preocupante e grave terá a ver com a evolução da relação entre o indivíduo e a tecnologia.

 

Segundo as previsões do instituto, em 2023, metade da interacção entre os indivíduos e os computadores será feita através de voz.

 

O assistente de voz, quer se trate de Alexa (Amazon), Siri (Apple), Cortana (Microsoft) ou do Assistente (Google), é a "manifestação mais visível" desta tendência, salienta o estudo.

 

Os autores acreditam, portanto, que o modo como os meios de comunicação social se posicionarem sobre este novo canal de comunicação será crucial para o seu futuro.

 

Para o instituto, a emergência Inteligência Artificial "constitui uma ameaça existencial para o futuro do jornalismo" se os órgãos de comunicação social não capturarem o assunto.

 

Se certos órgãos de comunicação social não iniciaram experiências com o Alexa e o Google Home, o mundo "do jornalismo não participará activamente na constituição do "ecossistema da Inteligência Artificial", salienta o estudo.

 

"Os meios de comunicação são clientes, não contribuem de forma significativa", insistem os autores do estudo que alerta para o facto de, além da inteligência artificial, as máquinas vão também "mudar significativamente" muitas das práticas jornalísticas nos próximos anos.

 

Para o instituto, os editores e as organizações profissionais devem fazer parcerias promovendo a colaboração com as experiências de inovação e desenvolvimento dos gigantes da internet.




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comentários mais recentes
Xiii Há 1 semana

Coitado do Camilo

pertinaz Há 1 semana

EM PORTUGAL NÃO FARÁ GRANDE DIFERENÇA... SÓ HÁ JORNALEIROS AVENÇADOS...!!!

General Ciresp Há 1 semana

Se separarmos as aguas,secalhar chegamos a conclusao que a imprensa e tambem ela um"BAROMETRO"da situacao actual.Faz-me confusao ver esta inquietacao na sector publico quando o pais esta melhor "FICTICIAMENTE".Mas uma vez vemos quem ninguem tem a capacidade de chamar a gerigonca a responsabilidade.

Anónimo Há 1 semana

Também mas não só. Em Portugal o que os deixou em descrédito foi a compra descarada pelo Sócrates de quase todos os órgãos de C. Social.

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