Telecomunicações Ministério Público brasileiro recorre contra plano de recuperação da Oi

Ministério Público brasileiro recorre contra plano de recuperação da Oi

O Ministério Público considera que a modalidade do pagamento da dívida à Anatel no plano de recuperação é ilegal e defende a realização de uma assembleia geral extraordinária.
Ministério Público brasileiro recorre contra plano de recuperação da Oi
Reuters
Sara Ribeiro 01 de fevereiro de 2018 às 12:58

O Ministério Público do Rio de Janeiro avançou, na quarta-feira, com um recurso contra o plano de recuperação judicial da Oi, aprovado em assembleia geral de credores no final de 2017.

O pedido, endereçado à 8ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, contesta a cláusula do plano relativa à dívida da Anatel – regulador do sector de telecomunicações brasileiro.

O plano inclui o parcelamento, em 20 anos, das dívidas da operadora à Anatel e o estabelecimento da capitalização mínima em 4 mil milhões de reais até um máximo de 6,5 mil milhões com emissão de novas acções. A decisão sobre a dívida levou o regulador do sector das telecomunicações - e maior credor individual da Oi - a votar contra o plano.

O Ministério Público questiona a legalidade desta medida, uma vez que "não cria um limite de parcelamento ao crédito público a ser observado em casos de recuperação judicial", consoante estipula a legislação. "Até porque, o crédito da Anatel não se sobrepõe ao interesse da colectividade de credores" uma vez que "se trata de crédito submetido a um regime de recuperação previsto em lei especial (LRJ)".

Outro dos pontos destacados no recurso prende-se com a "necessidade de convocação de AGE - Assembleia geral Extraordinário - para formalização e concretização do aumento de capital e alteração das regras de governança da companhia".

Aliás, a Pharol já convocou mesmo uma assembleia geral extraordinária para vetar alguns dos pontos do plano aprovado pelos credores a 19 de Dezembro e avançar com acções judiciais.




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mais votado É mesmo isto que se quer de uma empresa Há 3 semanas

Sem dinheiro para pagar dividas, em recuperação judicial, com processos nos tribunais entre acionistas, com o Ministério Publico a processar, a perder milhões de clientes, sem qualquer plano de viabilidade credivel, etc, etc.

Mas ainda há idiotas uteis que acham que se muda o rumo das cotações pra cima...

Até quando vão ser parvos?

comentários mais recentes
jose Há 3 semanas

Tudo para nulos. Vamos nessa, Vanessa!

Anónimo Há 3 semanas

Pharol é o último a sair, que feche a porta. Não enganem mais ninguém.

É mesmo isto que se quer de uma empresa Há 3 semanas

Sem dinheiro para pagar dividas, em recuperação judicial, com processos nos tribunais entre acionistas, com o Ministério Publico a processar, a perder milhões de clientes, sem qualquer plano de viabilidade credivel, etc, etc.

Mas ainda há idiotas uteis que acham que se muda o rumo das cotações pra cima...

Até quando vão ser parvos?

pirata Há 3 semanas

agora e que vai começar a guerra ,MP ,PHAROL,vamos ver se muda o rumo das cotações pra cima.....

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