Banca & Finanças Mutualista injecta 250 milhões no Montepio

Mutualista injecta 250 milhões no Montepio

A Associação Mutualista Montepio Geral injectou 250 milhões de euros na sua instituição financeira. Os mutualistas garantem que os rácios ficam "muito acima das exigências regulamentares das autoridades de supervisão".
Mutualista injecta 250 milhões no Montepio
Pedro Elias

A associação mutualista meteu 250 milhões de euros na Caixa Económica Montepio Geral, reforçando o seu capital para mais de dois mil milhões de euros.

 

Em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Caixa Económica Montepio Geral diz ter feito um "aumento do seu capital institucional, o qual foi integralmente realizado pelo Montepio Geral Associação Mutualista (MGAM)". 

A operação teve lugar exactamente nesta sexta-feira. "O referido aumento de capital foi concretizado pelo MGAM mediante a entrada de capital institucional, em numerário, realizado a 30 de Junho de 2017, no montante de €250.000.000, perfazendo o capital institucional de € 2.020.000.000".

 

Reforço após acordo com Santa Casa

 

Neste momento, a mutualista é a única dona do Montepio, pelo que é a responsável por assegurar a sua capitalização. O grupo liderado por António Tomás Correia defende, num outro comunicado enviado às redacções, que "garante o reforço dos fundos próprios da CEMG, muito acima das exigências regulamentares das autoridades de supervisão, assegurando um elevado nível de solidez e de suporte ao desenvolvimento da actividade da sua instituição financeira". "É uma iniciativa leal aos nossos princípios", continua.

 

Aliás, é nesse sentido que Tomás Correia, citado na nota, diz que a caixa económica "está dotada dos meios necessários para o desenvolvimento da sua actividade, de forma estável e sólida".

 

A injecção foi anunciada pouco tempo depois de a mutualista ter assinado um memorando de entendimento com a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, para uma eventual entrada no capital no âmbito de uma parceria com outras entidades da economia social. "O projecto estratégico de transformação da CEMG na instituição financeira nacional da economia social está aberto às instituições sociais que, livremente, nela pretendam participar", complementa o presidente da associação, que conta com mais de 600 mil associados.

 

Capital institucional e fundo de participação

 

Até aqui, a caixa económica, sob o comando de José Félix Morgado, tinha o capital institucional no valor de 1.770 milhões de euros. Além disso, a entidade dispõe de um fundo de participação, composto por várias unidades dispersas por investidores, de 400 milhões de euros.

 

O que aconteceu com esta última injecção de 250 milhões foi o aumento de capital institucional, chegando a 2.020 milhões de euros.

 

O Montepio está, contudo, em mudança. Ficou já decidida a transformação da caixa económica numa sociedade anónima, o que faria com que passasse a ter o capital representado por acções. Com essa mudança, o fundo de participação extinguir-se-ia e o capital passaria a ser a soma do institucional e do fundo.

Este aumento de capital de 250 milhões de euros junta-se à injecção de 300 milhões concretizado em Março de 2016 (270 milhões em capital, 31,5 milhões em unidades de participação).

(Notícia actualizada às 20:10 com mais informações)




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comentários mais recentes
Anónimo Há 2 semanas

Comentadores, leiam a notícia. Foi o "dono" da caixa económica, que promoveu o aumento de capital, não a Santa Casa. Um sinal de que nem precisa do dinheiro da Santa Casa, nem do dinheiro dos contribuintes. Como nunca precisou ao longo dos últimos 180 anos. Tudo o resto, são politiquices.

José Dias Há 2 semanas

Lamento que assim seja , investimento num banco quando famílias portuguesas e repito portuguêsas nessecitam de apoio médico escolar social e profissional, a Santa Casa vai apoiar um banco..... Vou mesmo deixar de jogar nas apostas da Santa Casa e jogar no Casino ,os Chineses investem em Portugal

Asdrubal Há 2 semanas

Não vou jogar mais nos jogos da "santa" casa de misericordia. Se é para comprar bancos, esqueçam.

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