Empresas Navigator vende negócio de pellets à norte-americana Enviva

Navigator vende negócio de pellets à norte-americana Enviva

A The Navigator Company, ex-Portucel, vendeu o seu negócio de granulados de madeira nos Estados Unidos.
Navigator vende negócio de pellets à norte-americana Enviva
Bloomberg
Carla Pedro 29 de dezembro de 2017 às 22:29

A Navigator celebrou um contrato de para a venda do seu negócio de granulados de madeira (pellets), nos Estados Unidos, a uma joint-venture gerida e explorada por uma entidade associada da Enviva Holdings, informou a ex-Portucel em comunicado à CMVM.

 

A concretização da venda "encontra-se sujeita à verificação de determinadas condições precedentes e autorizações regulatórias, habituais neste tipo de transacções, esperando-se que o processo esteja concluído no decorrer do primeiro semestre de 2018", refere o documento.

A empresa não especifica qual o valor que será encaixado com esta venda.

 

Em Dezembro de 2014, a Navigator informou o mercado da decisão de investir numa fábrica de pellets nos Estados Unidos, em Greenwood, na Carolina do Sul, com capacidade de produção de 500 mil toneladas por ano, tendo esta ficado concluída no segundo semestre de 2016.

 

"Este investimento, que constituiu uma oportunidade de crescimento na área da bioenergia, permitiu desenvolver e diversificar a base de activos industriais da Navigator", acrescenta o comunicado da empresa produtora de pasta e papel.

 

A Navigator refere ainda que, "face a uma oportunidade financeiramente atractiva de desinvestimento", decidiu "vender o negócio das pellets e activos relacionados, libertando assim capital".

 

"Os últimos três anos constituíram um período de grande aprendizagem, durante o qual o grupo projectou e construiu uma fábrica de dimensão mundial e adquiriu uma valiosa experiência de gestão de pessoas e bens nos Estados Unidos", remata a empresa.

 

A Enviva Holdings, com sede em Bethesda, no estado norte-americano de Maryland, fabrica e distribui, através das suas subsidiárias, granulados de madeira (wood pellets).

 

Os pellets, conforme explica a Navigator no seu website, são produzidos a partir de madeira limpa, resultante da limpeza das florestas e de desperdícios da indústria madeireira (biomassas) que, depois de triturados e secos, se transformam num produto – "serrim" – que é comprimido de modo a eliminar ao máximo resinas e humidade. "O resultado é uma matéria 100% natural com um elevado poder calorífico, três vezes superior ao da lenha vulgar".

 

A Navigator encerrou a sessão desta sexta-feira a ceder 0,33% para 4,252 euros por acção.




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mais votado Anónimo Há 2 semanas

Implementem um verdadeiro acordo de comércio livre e veremos o que é que a Navigator será capaz de fazer no mercado. Por enquanto é beneficiária de subsídios, isenções e proteccionismo tornando os consumidores portugueses em vítimas dos preços artificialmente elevados e os contribuintes em vítimas de extorsão fiscal continuada...

comentários mais recentes
Anónimo Há 2 semanas

Sem proteccionismo, subsídios e isenções fiscais à discrição perdem quota de mercado, as margens mirram, e não sabem levar o negócio em diante face à concorrência e à sofisticação de um saudável mercado maduro e aberto. É Poortugal no se melhor. Voltem-se para certas zonas de África que lá quem tem um olho (e umas cunhas bem regadas com luvas para oferecer a torto e a direito) é rei. Que o digam tantos estaminés lusitanos a fazer negócios por terras africanas porque não sabem criar qualquer valor no mundo livre e desenvolvido.

Anónimo Há 2 semanas

É uma empresa que tem sido levada ao colo pelo Estado desde que foi fundada. Está repleta de ineficiências e excedentarismo. A gestão é medíocre ou apática e os colaboradores capturaram a organização. Podia dar 3 vezes mais lucro com metade dos colaboradores actuais. Podia inovar e expandir-se na criação de valor em inúmeras outras áreas de negócio tornado-se ainda maior e transformando-se num verdadeiro potentado que puxasse pela economia portuguesa no seu todo. Não é nada disso. Faz lembrar o monstro de corrupção, obscuridade, promiscuidade estatal e desperdício em que se tornaram algumas das maiores empresas brasileiras. E todos sabem em que é que isso deu no Brasil...

Anónimo Há 2 semanas

Constantes subsídios de ajuda ao investimento privado em bens de capital, inusitadas rendas energéticas excessivas, isenções e deduções fiscais à medida, para além de tarifas aduaneiras proteccionistas, são gravíssimas distorções de mercado e acarretam enormes custos de oportunidade sejam em que sector de actividade económica forem. O Estado quando quer fomento e participação num projecto empresarial considerado estratégico, viável, com potencial na economia e regido pelos mais elevados padrões da boa gestão lean com vista à obtenção de retorno sobre o investimento, deve, quando muito, adquirir participação accionista através de um Fundo de Riqueza Soberano e/ou conceder um crédito através de um banco de fomento ou investimento estatal. "Bruxelas autoriza subsídio de 100 milhões de euros à Portucel" https://www.publico.pt/economia/jornal/bruxelas-autoriza-subsidio-de--100-milhoes-de-euros-a-portucel-209644

Anónimo Há 2 semanas

Implementem um verdadeiro acordo de comércio livre e veremos o que é que a Navigator será capaz de fazer no mercado. Por enquanto é beneficiária de subsídios, isenções e proteccionismo tornando os consumidores portugueses em vítimas dos preços artificialmente elevados e os contribuintes em vítimas de extorsão fiscal continuada...

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