Empresas Pedro Mesquita assume gestão ibérica da Fujifilm

Pedro Mesquita assume gestão ibérica da Fujifilm

A multinacional de origem japonesa escolheu um gestor português proveniente da área médica para liderar as operações em Portugal e Espanha, sucedendo a Antonio Alcalá.
Pedro Mesquita assume gestão ibérica da Fujifilm
Pedro Mesquita está de regresso à Península Ibérica depois de cinco anos na Alemanha.
Ricardo Castelo
António Larguesa 21 de dezembro de 2017 às 11:04
Pedro Mesquita é o novo presidente da Fujifilm em Portugal e Espanha, sucedendo ao espanhol Antonio Alcalá, que, seis anos após a nomeação, deixa o cargo por ter atingido o limite de idade imposto pela companhia.

 

Nascido há 49 anos em Santo Tirso, casado e pai de duas filhas, este licenciado em Radiologia no Instituto Politécnico do Porto e pós-graduado em Marketing Management pelo IPAM trabalha na empresa desde 1992. Nessa época ingressou na estrutura portuguesa como gestor da unidade de negócios de sistemas médicos.

 

Nos últimos cinco anos, Pedro Mesquita ocupou a vice-presidência para a área dos dispositivos médicos na Fujifilm Europe, em Düsseldorf (Alemanha), onde fica localizada a sede estratégica das operações europeias. Ingressa agora nos escritórios ibéricos, instalados em Barcelona e em Vila Nova de Gaia, onde está a centralizar a reparação europeia de endoscópios.

 

"Há uma direcção estratégia e uma orientação muito clara da empresa no B2B e eu venho dessa área. Acumulando a minha experiência internacional, serão esses os ingredientes que, na óptica da equipa de gestão, levaram à minha escolha", apontou ao Negócios o novo líder das duas sucursais ibéricas.

A estrutura da Fujifilm em Portugal conta actualmente com 65 pessoas e tem uma actuação nas cinco grandes áreas de negócio da empresa, embora a facturação no mercado interno esteja concentrada na vertente médica (45%), na original de "photo imaging" (25%) e na gráfica (18%).

O facto de ser um português a liderar estas operações "seguramente aporta valor" para a equipa nacional, sugeriu Pedro Mesquita. "Quanto mais não seja, porque já cá trabalhei antes [de rumar à Alemanha] e isso é um valor acrescentado. Mas o que faz parte do meu plano é ganhar sinergias entre as equipas [portuguesa e espanhola]. Isto é algo que quero reforçar", completou.




pub