Tecnologias Receitas da Alibaba disparam e tecnológica revê em alta estimativas anuais

Receitas da Alibaba disparam e tecnológica revê em alta estimativas anuais

As receitas da empresa de comércio electrónico Alibaba dispararam mais de 50% no terceiro trimestre fiscal.
Receitas da Alibaba disparam e tecnológica revê em alta estimativas anuais
Reuters
Negócios 01 de fevereiro de 2018 às 14:18

As receitas da Alibaba subiram 53% para 83,03 mil milhões de yuans – mais de 10 mil milhões de euros - no terceiro trimestre fiscal que, para a empresa, terminou em Dezembro. A companhia fundada por Jack Ma avançou ainda com uma revisão em alta das estimativas anuais para as receitas.

A gigante chinesa do comércio electrónico antecipa agora que as receitas obtidas entre Março de 2017 e Março de 2018 subam entre 55% e 56% face ao mesmo período do ano anterior, de acordo com a Bloomberg. O crescimento das receitas da empresa está a ser sustentado pelo fortalecimento do consumo das famílias chinesas e pelos ganhos obtidos com a aposta na ligação estabelecida com as retalhistas tradicionais.

A empresa anunciou ainda esta quinta-feira, 1 de Fevereiro, que chegou a acordo para comprar uma participação de 33% na Ant Financial, uma empresa afiliada da Alibaba. A Ant Financial, fundada em 2014, tem no seu portefólio pelo menos quatro empresas, sendo que a mais conhecida é a Alipay – precisamente a empresa que deu origem à Ant Financial.

No âmbito desta operação, refere a empresa citada pela Bloomberg, a Alibaba vai comprar novas acções da Ant Financial em troca de alguns direitos de propriedade intelectual, sem que sejam referidos quais pela agência de informação. Não haverá impacto financeiro, garante a empresa.

Este vai ser o primeiro investimento da Alibaba na Ant Financial desde 2011. "A aquisição da participação na Ant Financial pode ser a preparação para o seu potencial IPO", disse Steven Zhu, analista da Pacific Epoch, citado pela Bloomberg. "A Alibaba conseguiu  melhorar o crescimento das receitas" devido ao desempenho da publicidade, "que foi capaz de gerar melhores receitas nas aplicações móveis", acrescentou.

No ano passado, existiam rumores que indicavam que a Ant Financial poderia entrar em bolsa em 2017, segundo o Financial Times. Um artigo de Maio de 2017 deste jornal, citando um banco, indicava que o IPO da Ant Financial foi adiado para o final deste ano ou para o primeiro semestre de 2019 uma vez que a empresa precisava de assegurar que tinha a aprovação dos reguladores para avançar e necessitava ainda de focar-se na construção do negócio.

A Ant Financial comprou activos em outros países, como a Índia e Coreia do Sul. Mostrou-se também interessada em comprar a MoneyGram, mas esta operação foi bloqueada pelas autoridades norte-americanas, que alegaram motivos de segurança nacional para o fazerem.

 




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