Empresas Vendas das empresas de luxo sobem 6,8%

Vendas das empresas de luxo sobem 6,8%

As vendas das 100 maiores empresas de artigos de luxo a nível mundial subiram 6,8% no ano fiscal de 2015. De acordo com o relatório anual “Global Powers of Luxury Goods”, da Deloitte, os consumidores procuram agora mais a experiência e menos os bens materiais.
Vendas das empresas de luxo sobem 6,8%
Filipa Lino 15 de maio de 2017 às 09:00

As vendas das 100 maiores empresa de luxo do mundo, ajustadas às variações cambiais, subiram 6,8% no ano fiscal de 2015 (referente aos 12 meses que terminaram a 30 de Junho de 2016) face ao mesmo período do ano anterior, para 212 mil milhões de dólares (o equivalente a 195 mil milhões de euros). As contas de muitas multinacionais foram beneficiadas pela desvalorização das divisas dos países onde estão sedeadas em relação ao dólar.

Em média cada uma destas empresas vende agora por ano 2,1 mil milhões de dólares (cerca de 1,9 mil milhões de euros). A Itália mantém-se como o país com maior número de empresas no Top 100 das companhias de luxo (26) mas a França regista a maior percentagem de vendas. As malas e acessórios são o sector que apresenta maior crescimento.

Os números estão no último relatório anual "Global Powers of Luxury Goods" da Deloitte que foi revelado esta manhã na FT Business of Luxury Summitque decorre em Lisboa. 

Patrizia Arienti, auditora da área de Fashion & Luxury da Deloitte, afirma que o futuro das vendas vai passar cada vez mais pelo digital. "Um terço das transacções (40% nos consumidores jovens) acontece agora online ou através de dispositivos móveis", revela. 

São os consumidores dos mercados emergentes como a China, a Rússia e os Emirados Árabes Unidos que continuam a impulsionar o mercado do luxo mundial. 

De acordo com o estudo da Deloitte as viagens e o turismo são as grandes oportunidades de venda para o segmento de luxo. "Quase metade das vendas de produtos de luxo são feitas pelos consumidores que estão em viagem, seja num mercado estrangeiro (31%) seja num aeroporto (16%)", diz Patrizia Arienti.

A percentagem sobe para 60% nos consumidores de países emergentes, que "habitualmente não têm acesso ao mesmo leque de produtos e marcas que podem ser encontrados em mercados mais maduros".  

Uma outra conclusão do estudo da Deloitte é que os consumidores estão agora mais focados na experiência e menos nos bens materiais. O que, para a auditora da Deloitte, coloca "sectores como o turismo e a restauração com um grande potencial de crescimento". De facto, diz, "nos últimos três anos os sectores do luxo experiencial cresceram a um ritmo mais elevado que os bens de luxo". 

Mas a qualidade premium continua a ser bastante valorizada assim como os serviços personalizados. Os consumidores de luxo estão também de olho no artesanato e nos produtos feitos à mão. Mostrando interesse por aquilo que é único, afirma.


Notícia actualizada às 16:05 com mais declarações





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