Cimpor multiplica prejuízos por mais de 13 para 589 milhões de euros
A Cimpor registou prejuízos de 589,1 milhões de euros entre Janeiro e Setembro deste ano, um valor mais do que 13 vezes maior do que o resultado líquido negativo de 42,7 milhões de euros verificado no período homólogo.
Os prejuízos da Cimpor aumentaram em mais de 13 vezes nos primeiros nove meses de 2016. Em comunicado enviado esta quarta-feira, 16 de Novembro, enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Cimpor revela que registou um prejuízo de 589,1 milhões de euros entre Janeiro e Setembro deste ano, valor que compara com os prejuízos de 42,7 milhões de euros verificados em igual período de 2015.
No que diz respeito à evolução trimestral, no terceiro trimestre deste ano a Cimpor teve um prejuízo de 60,7 milhões de euros, resultado que representa um aumento de 103,5% face ao resultado líquido negativo de 29,9 milhões obtido entre Julho e Setembro do ano passado.
Já o EBITDA registado pela Cimpor entre Janeiro e Setembro foi de 264,6 milhões de euros, uma quebra de 33,1% comparativamente com os 395,7 milhões de euros verificados no período homólogo. E no terceiro trimestre o EBITDA foi de 94,4 milhões de euros, menos 18,9% do que os 116,4 milhões de euros alcançados no período homólogo.
Nota ainda para a quebra verificada nas receitas. O volume de negócios da Cimpor recuou de 625,1 milhões de euros no terceiro trimestre de 2015 para 482,1 milhões de euros entre Julho e Setembro deste ano. Quebra verificada também quando estão em análise os primeiros nove meses, com as receitas da cimenteira a caírem dos 1.927,9 milhões de euros alcançados entre Janeiro e Setembro do ano passado para 1.379,4 milhões de euros no mesmo período de 2016.
Já no primeiro semestre do ano a Cimpor tinha tido um prejuízo de 526,7 milhões de euros, um valor 75 vezes superior relativamente ao resultado líquido negativo de 7 milhões de euros que havia sido obtido nos primeiros seis meses de 2015.
A cimenteira nota que "o efeito cambial adverso marcou a evolução face ao ano anterior", sendo que os "resultados financeiros permanecem penalizados pelo efeito cambial ao longo do ano, embora no terceiro trimestre estivessem em linha com o período homólogo".
Na nota enviada ao regulador a empresa salienta que, ainda assim, as "perspectivas favoráveis materializaram-se". Designadamente na América do Sul onde as vendas cresceram 8% graças a "um ajuste de preços".
Por fim, o aumento do prejuízo é justificado "pela imparidade de 452 milhões de euros no goodwill (Brasil) registada no segundo trimestre de 2016".