Aviação Guiné-Bissau critica "deselegância" da euroAtlantic Airways

Guiné-Bissau critica "deselegância" da euroAtlantic Airways

A Agência da Aviação Civil (AAC) da Guiné-Bissau afirmou ter registado com "desagrado" a "deselegância" de ter tomado conhecimento, através da imprensa, da decisão da euroAtlantic Airways de suspender um voo semanal para Bissau.
Guiné-Bissau critica "deselegância" da euroAtlantic Airways
Colleen Taugher
Lusa 17 de julho de 2017 às 20:42

"A ser verdade, a Agência da Aviação Civil da Guiné-Bissau regista com desagrado a deselegância de ter tomado conhecido desta decisão através da imprensa e disso dará conhecimento à administração da companhia", refere, em comunicado, enviado à agência Lusa a Agência da Aviação Civil guineense.

 

A euroAtlantic Airways, companhia aérea portuguesa, anunciou hoje, em comunicado, que a partir de 2 de Agosto vai realizar apenas um voo semanal para a capital da Guiné-Bissau devido ao "excedente de oferta de mercado".

 

A companhia aérea realiza actualmente dois voos semanais para Bissau, um à quarta-feira e outro à sexta-feira.

 

No comunicado, a AAC esclarece que o "impacto no mercado não será relevante na medida em que os passageiros do voo serão absorvidos pelas ofertas das demais companhias concorrentes na mesma rota, que felizmente continuarão a contar com 10 voos semanais".

 

A euroAtlantic Airways refere também que vai "continuar a aguardar da parte do Governo e da autoridade aérea da Guiné-Bissau, a conclusão do processo de Certificação do Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, exigido pelas autoridades da União Europeia para transporte de carga aérea, de países terceiros para a Europa".

 

No comunicado, a AAC esclarece também que em relação a um eventual condicionamento das operações da companhia devido à certificação do aeroporto internacional Osvaldo Vieira "não colhe".

 

É que, segundo a AAC, a "própria euroAtlanticAirways está a operar na rota sem nenhum constrangimento até à data", reforçando que as "operações de carga são menos exigentes e impõem menos requisitos de certificação que as operações de passageiros".




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