Turismo & Lazer Fernando Medina: "Não sei o que é ter turistas a mais"

Fernando Medina: "Não sei o que é ter turistas a mais"

O presidente da Câmara de Lisboa rejeita o conceito de "turismo a mais" e sublinha que é necessário assegurar que não há "estrangulamentos na procura".
Fernando Medina: "Não sei o que é ter turistas a mais"
Miguel Baltazar
Sara Ribeiro 27 de setembro de 2016 às 11:47

Em resposta a algumas críticas que têm surgido sobre o avultado número de turistas que a capital portuguesa tem recebido, o presidente da Câmara de Lisboa sublinhou que para ele o conceito de "turistas a mais não existe. Não tem sentido". "Não sei o que é ter turistas a mais", acrescentou Fernando Medina durante a III Cimeira do Turismo Português que está a decorrer esta terça-feira, 27 de Setembro, no Museu do Oriente.

 

Fernando Medina aproveitou para sublinhar que o desafio "é agarrar o extraordinário momento que estamos a viver (no turismo)" e "projectá-lo no futuro".  E não falar em excesso de turistas e, pelo contrário até, promover a atracção de mais turistas e não, "como um candidato sugeriu, construir um muro", disse o presidente da Câmara de Lisboa em tom de brincadeira.

 

Para Fernando Medina uma das formas de conseguir "agarrar a actual dinâmica do sector" passar por "assegurar que não temos estrangulamentos na procura".

 

"Hoje o investimento é um motor da reabilitação urbana da cidade. E esta reabilitação decorre do turismo", acrescentou.

 

O presidente da Câmara de Lisboa considera que outro dos passos para continuar a desenvolver o sector passa por os sectores público e privado trabalharem em conjunto".

 

Por último, o responsável sublinhou que é necessário "lidar e encarar uma realidade nova que está a surgir na cidade de Lisboa que é estar a transformar-se numa cidade de turismo elevado. Quem expressa medo (a este crescimento), não tem resposta para o futuro da cidade".

 

"O debate sobre o turismo veio para ficar. Não há semana, enquanto presidente da Câmara que não tenha um debate sobre o turismo", sustentou.




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