Turismo & Lazer Raspadinha dá metade dos 2.775 milhões obtidos pelos Jogos Santa Casa em receitas

Raspadinha dá metade dos 2.775 milhões obtidos pelos Jogos Santa Casa em receitas

Os jogos sociais do Estado, explorados pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, continuam a ver as suas receitas crescer a dois dígitos. A Raspadinha é a preferida dos portugueses, com 3,7 milhões de euros em apostas por dia.
Raspadinha dá metade dos 2.775 milhões obtidos pelos Jogos Santa Casa em receitas
Paulo Duarte/Negócios
Wilson Ledo 04 de maio de 2017 às 14:49

As vendas dos Jogos Santa Casa atingiram os 2.775 milhões de euros em 2016, uma subida de 24% face ao ano anterior. Desse total, a instituição diz devolver 97% à sociedade.

A puxar por este resultado está a Raspadinha, que representa quase metade das vendas e conseguiu receitas de 1.359 milhões de euros. O mesmo é dizer que, em cada dia de 2016, foram apostados mais de 3,7 milhões de euros neste jogo.


O Placard, jogo de apostas desportivas lançado em Setembro de 2015, afirma-se com o terceiro maior contributo: 385 milhões de euros ou 14% do total. Daí que os Jogos Santa Casa se preparem para alargar o número de modalidades disponíveis.


Com uma rede de cinco mil postos de venda em todo o país, os jogos sociais da Santa Casa distribuíram prémios de 1,7 mil milhões de euros no ano passado. A instituição investiu 13,6 milhões na renovação da sua rede ao longo do último ano. 


Entre os beneficiários deste jogo, onde se contam o Ministério do Trabalho ou da Saúde, está a própria Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, que encaixou uma fatia de 27,76% ou cerca de 200 milhões de euros com a exploração – o valor corresponde a 85% das receitas da instituição.


Para os cofres públicos, estes jogos representaram um encaixe de 183,6 milhões de euros, "um peso na receita fiscal do Estado em Imposto do Selo de 12,2%", pode ler-se no relatório e contas divulgado esta quinta-feira, 4 de Maio.


"Se mais oferta de jogo estivesse no mercado, mais seria absorvido. Estamos conscientes disso", considerou Pedro Santana Lopes em conferência de imprensa. O provedor lembrou que, aquando da sua entrada na Santa Casa em 2011, os Jogos Santa Casa tinham receitas de 1,7 mil milhões de euros.


Para o responsável, os resultados obtidos pelo departamento de jogos revelam um alargamento da base de apostadores e da oferta disponível, uma vez que não aumentou consideravelmente o rendimento disponível das famílias para apostas, que se fixa nos 0,9%.


Como já tinha sido noticiado em Abril, a Santa Casa fechou o ano de 2016 com lucros de 21,1 milhões de euros, superiores aos 15,3 milhões do ano anterior e em 30 milhões face ao orçamentado. O investimento levado a cabo pela instituição foi, em 2016, de 30,5 milhões.




A sua opinião7
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Luis Filipe 04.05.2017

E os desgraçados dos trabalhadores da santa casa em chaves com salários em atraso e em condições deploráveis...

Anónimo 04.05.2017

Uma máfia em q só pode vender jogo quem tem padrinhos dentro da Santa Casa. Porque n liberalizam o jogo? A raspadinha pode ser vendida em todo o lado e a toda a hora, dai também a sua popularidade. Os restantes jogos está confinado na sua grande maioria aos amigalhaços.

JF 04.05.2017

Os jogos de apostas da empresa Santa Casa da Misericórdia são um esquema em pirâmide.

Anónimo 04.05.2017

Têm de mudar o nome para santo casino. Aliás Portugal ´é um casino de norte a sul e não se esqueçam que quem manda é a casa.

ver mais comentários
pub