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BCP e Altri dão segunda sessão de ganhos ao PSI-20

A bolsa nacional contrariou a tendência negativa das principais praças europeias, depois de o presidente do BCE ter sublinhado a fraca recuperação da Zona Euro.

Euronext bolsa PSI
Euronext bolsa PSI Miguel Baltazar/Negócios
18 de Novembro de 2016 às 16:48

A bolsa nacional encerrou em alta esta sexta-feira, 18 de Novembro, pela segunda sessão consecutiva, com o PSI-20 a ganhar 0,09% para 4.420,30 pontos. Das 18 empresas que formam o principal índice nacional, 11 fecharam em alta e sete em queda.

 

Lisboa contrariou desta forma a tendência das principais praças europeias, que negoceiam no vermelho depois de o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, ter afirmado que a recuperação da economia da Zona Euro não é forte o suficiente para garantir um crescimento sustentável dos preços, mantendo-se dependente dos estímulos da autoridade monetária.

 

O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, desce 0,22% para 339,86 pontos, penalizado sobretudo pelas empresas do sector da mineração e da energia.

 

No plano nacional, o BCP e a Altri foram as empresas que mais impulsionaram o PSI-20. O banco liderado por Nuno Amado somou 2,6% para 1,249 euros enquanto a Altri disparou 4,36% para 3,305 euros, numa sessão de fortes ganhos para o sector da pasta e do papel. A Semapa valorizou 1,93% para 11,90 euros e a Navigator somou 0,98% para 2,685 euros. 

Estas empresas beneficiam com o efeito cambial da queda do euro pois vendem a matéria-prima que fabricam em dólares, conseguindo assim receitas mais elevadas quando as vendas são convertidas para a moeda europeia.

Estas empresas beneficiam com o efeito cambial da queda do euro pois vendem a matéria-prima que fabricam em dólares, conseguindo assim receitas mais elevadas quando as vendas são convertidas para a moeda europeia.

A contribuir para a subida da bolsa de Lisboa estiveram ainda a Nos, com um avanço de 0,45% para 5,561 euros, e a EDP Renováveis, com uma valorização de 0,48% para 6,038 euros.

 

Por outro lado, a Galp e a EDP impediram maiores ganhos em Lisboa. A petrolífera portuguesa caiu 1,2% para 12,33 euros, acompanhando a descida dos preços da matéria-prima nos mercados internacionais.

 

Já a EDP deslizou 0,74% para 2,69 euros, no dia em que foi noticiado que a empresa pretende vender a sua participação de 97,3% na Portgas. Uma operação que, segundo o Haitong, pode gerar uma mais-valia de 79 milhões de euros. 

 

A informação é avançada depois de, ontem, a eléctrica liderada por António Mexia ter lançado uma oferta de recompra de dívida sobre duas séries de obrigações da empresa, que vencem em 2018 e 2019, procurando retomar até 500 milhões de euros em títulos emitidos pela EDP Finance B.V.

 

Do lado das perdas estiveram ainda os CTT. A empresa de correios prosseguiu a tendência negativa da sessão de ontem, em que afundou mais de 5% penalizada pela decisão do Conselho de Ministros de propor ao parlamento a criação da morada única digital, que permitirá notificar electronicamente os cidadãos.

 

Assumindo que a decisão do Governo leva a que 25% dos cidadãos subscrevam as notificações electrónicas, os cálculos do Haitong apontam para um potencial impacto de "10 milhões nas receitas em 2017 e um impacto adicional em 2018 de 20 milhões".

Os títulos desceram 1,4% para 5,758 euros, depois de terem chegado a perder 4,61% para 5,571 euros, o valor mais baixo em mais de um mês. 

(Notícia actualizada às 16:54)

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