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Há um Pharol de volatilidade na bolsa portuguesa

Após ter duplicado de valor desde o início do ano, a cotação das acções da Pharol assemelhou-se a uma montanha-russa destinada a investidores com nervos de aço. A liquidez também ficou bem acima do normal.

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ag pharol Bruno Simão
14 de Fevereiro de 2017 às 20:55

Perdas de mais de 20% em poucos minutos. Ou ganhos de mais de 20% também em poucos minutos. Foi o que as acções da Pharol proporcionaram nas últimas  sessões, marcadas por forte volatilidade. A liquidez das acções, que entraram na mira de "hedge funds" que utilizam algoritmos, também disparou nos últimos dias. Isto depois das acções terem chegado a acumular uma subida de mais de 120% em 2017, impulsionada por possíveis desenvolvimentos do processo de recuperação da Oi, em que a Pharol detém 27,5%.

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Há um Pharol de volatilidade na bolsa portuguesa

Este sobe e desce pode ser explicado, segundo Nuno Mello, com "a aproximação a uma zona de resistência psicológica importante". O gestor da XTB aponta essa marca nos 0,40 euros por acção, o que poderá ter levado a uma "tomada de mais valias nas últimas duas sessões".  Além da elevada volatilidade dos títulos, o valor negociado em acções da Pharol tem sido bem superior ao normal. Na segunda-feira, por exemplo, foram a acção mais negociada no PSI-20, com o valor das transacções a superar os 19 milhões de euros, quase 30 vezes mais que a média diária observada em Janeiro. 

Nuno Mello considera que o desempenho da acção desde o início do ano se deve a um  "movimento especulativo  fruto da expectativa dos investidores em relação a um desfecho positivo da recuperação judicial da Oi no Brasil".

Nas últimas semanas tem existido muita informação sobre a empresa, desde o prolongamento do prazo dado pela Orascom para lançar uma oferta sobre a empresa, às notícias de que o fundo Cerberus também poderia estar interessado na Oi, passando pelos sinais de uma aproximação entre a administração e os credores. 

E houve investidores a apostar nessa recuperação, através das acções da Pharol. A 2 de Janeiro, o Renaissance Technologies, um "hedge fund" que utiliza tácticas de negociação com base em algoritmos, superou os 2% da empresa. A 11 de Janeiro, um outro "hedge fund", o Discovery Capital Management também superou os 2% da empresa liderada por Palha da Silva.

Mas a volatilidade e a incerteza são tão elevadas que Rui Bárbara, gestor de activos do Banco Carregosa, considerou recentemente ao Negócios que "só os especialistas em reestruturação de empresas e recuperação de activos estão habilitados a lidar com este título".

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