Mercados 5 coisas que precisa de saber para começar o dia

5 coisas que precisa de saber para começar o dia

Esta quarta-feira Portugal vai aos mercados com o leilão de OT a cinco e oito anos. A Venezuela, por seu lado, tem de pagar hoje 2,1 mil milhões de dólares em reembolsos da dívida, sendo que o mercado receia que o país entre em incumprimento. O Brasil poderá baixar a sua taxa de juro directora e teremos também os dados da inflação em Portugal, Espanha e China.
5 coisas que precisa de saber para começar o dia
Novo Banco apresenta contas de 2016

O Novo Banco vai apresentar, esta quarta-feira 12 de Abril, os resultados consolidados de 2016. A divulgação das contas do ano passado, que vão comparar com prejuízos de 980,6 milhões de euros alcançados em 2015, ocorre na Avenida da Liberdade, em Lisboa, exactamente a mesma sede onde estava o seu antecessor, o Banco Espírito Santo. A apresentação é feita depois de anunciado o acordo de venda de 75% do capital à Lone Star, ficando o Fundo de Resolução com os restantes 25%.

 

A divulgação do resultado líquido de 2016, que era de 359 milhões nos primeiros nove meses de 2016, ficará a cargo da comissão executiva, liderada por António Ramalho. Esta comissão foi alargada este fim-de-semana, com a entrada em funções de Isabel Ferreira, Luísa Soares da Silva e Rui Fontes, que se juntaram à equipa já constituída por Vítor Fernandes e Jorge Cardoso – José Eduardo Bettencourt ainda aguarda a autorização do Mecanismo Único de Supervisão. 


Portugal financia-se nos mercados


A agência que gere o crédito público (IGCP) realiza um leilão de Obrigações do Tesouro a cinco e a oito anos. O objectivo é garantir entre 1.000 e 1.250 milhões de euros de financiamento. Caso seja colocado o montante máximo previsto, o Tesouro garante 44% do financiamento previsto este ano.

Esta operação de financiamento ocorre na semana anterior à avaliação ao rating de Portugal por parte da agência canadiana DBRS (a 21 de Abril), a única das quatro grandes agências de notação financeira que classifica Portugal acima do nível de "lixo", garantindo a elegibilidade da dívida nacional para os programas de compra do BCE. 



Venezuela em risco de incumprimento

O mercado tem aumentado as apostas que a Venezuela entre em incumprimento, já que chega esta quarta-feira à maturidade uma obrigação de 2,1 mil milhões de dólares da empresa estatal de petróleo, a Petroleos de Venezuela (PDVSA). Os operadores de mercado estão convictos, na sua maioria, de que a Venezuela não irá reembolsar hoje os 2,1 mil milhões de dólares.

Caso o país governado por Nicolás Maduro ultrapasse este obstáculo, depara-se com novas amortizações em Outubro e Novembro – no valor de 3,5 mil milhões de dólares. 



Política monetária no radar

O banco central do Brasil deverá descer a sua taxa directora em um ponto percentual, para 11,25%, naquele que será o maior corte desde 2009. A inflação desacelerou em metade, no ano passado, ficando a apenas alguns pontos base da meta de 4,5%.

Também no Canadá se espera pela decisão do banco central. A expectativa é a de que o governador Stephen Poloz mantenha a taxa directora em 0,5% e actualize os mercados sobre a situação económica do país depois de terem sido divulgados vários dados positivos. Poloz e a vice-governadora Carolyn Wilkins darão uma conferência de imprensa para falar sobre a política monetária do banco central.


Ainda no reino da política monetária, o governador do Banco de Inglaterra, Mark Carney, participa numa conferência sobre fintechs – startups que criam inovações tecnológicas nos serviços financeiros. Além disso, teremos a divulgação das actas da última reunião do banco central do México, bem como uma possível decisão sobre as taxas de juro na Namíbia.


Inflação centra as atenções e petróleo à espera de novos dados

Esta quarta-feira há vários indicadores económicos para medir o pulso às economias europeias. Por cá, teremos o índice de preços no consumidor, relativo a Março. No resto da Europa, destaque para a inflação em Espanha, também referente a Março. Fora da Europa, teremos a inflação na China e Rússia, bem como o desemprego de Fevereiro no Reino Unido.


Além disso, a directora-geral do FMI, Christine Lagarde, discursa sobre as perspectivas para a economia global.


Do lado das matérias-primas, destaque para o petróleo.  Administração de Informação em Energia (sob a tutela do Departamento norte-americano da Energia), divulga dos dados relativos aos inventários de crude dos EUA na semana passada, bem como os stocks de destilados e gasolina. Segundo as estimativas recolhidas pela Bloomberg, as reservas norte-americanas de crude terão descido em 1,75 milhões de barris na semana passada.


Segundo fontes da Bloomberg, a Arábia Saudita reduziu a sua produção para 9,9 milhões de barris no mês passado, abaixo do nível previsto no âmbito do acordo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). Já a produção da Líbia está no nível mais baixo em mais de seis meses devido às paragens do maior campo petrolífero do país.  

 




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fanhoso Há 2 semanas

no relogio atómico faltam 2 minutos para a catrástrofe
se tiverem guito façam aqui como o pai...........
comprem barras de ouro 100% puro
há a venda em diversos pontos de Portugal
vai ser a moeda mais forte de troca quando e depois da guerra nuclear começar
ações e dinheiro deixarão de valer
sigam o conselho deste vosso amigo especialista
depois digam quando começar a guerra eu não vi o gato, ou sou bcpato do caraças, e agora? como eu vou comer??
um dia destes quando acordarem está já a cair bombas na coreia do norte e nos Eua
e depois voçes dirão....... não é que aquele Fanhoso do caraçinhas tinha razão!!!
ai já o Fanhoso estará num bom bunker

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