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Gestores de conta obrigados a ter formação contínua

O regulamento publicado pela CMVM visa determinar as competências necessárias para prestar serviços de aconselhamento. Noções como taxas de juro, inflação e avaliação de risco estão entre os conteúdos que têm que ser dominados.
Gestores de conta obrigados a ter formação contínua
Miguel Baltazar
Patrícia Abreu 22 de dezembro de 2017 às 08:00

Os colaboradores de intermediários financeiros que prestem serviços de consultoria vão passar a ser obrigados a ter formação mínima, actualizada anualmente. O objectivo é capacitar estes profissionais com )

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mais votado Caixa de Pandora para uns, Benesse para outros Há 3 semanas

Os gestores de conta têm sido até hoje os mais importantes consultores financeiros dos Portugueses e à ação pedagógica de alguns deles muitos investidores ficaram a dever um precioso “saber de experiência feito” .
A obrigatoriedade de formação mínima que agora lhes é endereçada não irá por si só resolver o grande Problema estratégico que hoje se coloca à Gestão de Ativos (desperdício entre os resultados que aquela oferece aos investidores e os que estes estão a conseguir captar).
Mas vai mitigar o Problema.
E vai ter um importante efeito colateral, num país com um défice de concorrência entre os intermediários (como o disse o ex-presidente da CMVM), suscitando resistências nas redes de venda para estimularem a venda de produtos que, antes de satisfazerem os interesses dos clientes, refletem as ambições comerciais dos intermediários.
Para alguns destes, será a abertura de uma caixa de Pandora;
Mas para quem mais interessa, os seus clientes, augura-se que venha a ser uma benesse.

comentários mais recentes
A Grande Oportunidade… Há 3 semanas

para a Gestão de Ativos(GA) em Portugal pode residir na potenciação do papel dos Gestores de Contas (GC).
Os Portugueses sempre tiveram atávica competência para a prática da GA (primeiro livro sobre Bolsa teve um Português por autor).
Mas a utilidade da GA em Portugal, se tem sido aproveitado em pleno por algumas grandes fortunas, não tem revertido em grau satisfatório para quem mais se desejaria: todos os dispostos a poupar e a investir, se para tal tiverem estímulo.
A principal razão de tal é a estrutura oligopolística da indústria, que acaba por induzir que, parte dos reais benefícios da GA não cheguem aos destinatários últimos, mas fiquem ou retidos por instituições, ou suportando cargos de prestígio não justificados por pergaminhos de competência.
Potenciando o papel dos GC como correias bidirecionais de comunicação com os clientes - vai-se colocá-los à frente do “pelotão” da GA, puxando por ele, orientando-o não para sustentar “tachos”, mas para servir melhor os clientes.

Ou há moralidade ou comem todos... Há 3 semanas

Não haverá porventura ninguém que não compreenda e que desaprove as novas exigências de formação que são colocadas aos Gestores de Conta (GC);
Mas mau seria que se estivesse perante uma situação de exigências com dois pesos e duas medidas:
- Exigências severas para os mais humildes, para aqueles avançando a pulso e pela competência no caminho da progressão profissional;
-Exigências dúcteis, para cargos de administração em que prevalecem escolhas sem concurso, por amizade e/ou conhecimentos políticos - aproveitando-se descoordenações entre supervisores, lentidão ou alheamento dos mesmos, para se consolidarem e irem arrastando situações que a prazo acabam por afetar a qualidade dos resultados proporcionados aos Investidores, e a imagem das instituições que os têm como clientes.
Se há estritas exigências para humildes GC também deverá passar-se a uma situação de tolerância zero no que concerne a altos cargos de direção.
Como diria o sapateiro de Braga, “ou há moralidade ou comem todos”

Muita parra e pouca uva... Há 3 semanas

O Artigo da Jornalista Patrícia Abreu diz respeito à consulta pública da CMVM que terminou em 2 de Agosto último.
A referida deu lugar a 20 deste mês a um relatório acessível na net com as conclusões: “Relatório da Consulta Pública da CMVM Nº3/2017”.
Da leitura das 15 páginas de muita “parra e pouca uva” do mencionado Relatório, fica a ideia de que apenas foram recebidos contributos (e essencialmente em questões de pormenor),
não dos que deveriam ser os beneficiários das medidas em análise (ou seja, dos Investidores),
mas sim daqueles (os Intermediários) que se sentiram pressionados pelas mesmas.
Não deixa de se lamentar, portanto, que não tenha havido um maior esforço prévio para apelar e estimular contributos daqueles cujos interesses a Lei manda privilegiar: os Investidores;
Também não deixa de se lamentar que, no caso de uma Consulta Pública, não tenham sido divulgados pelo menos o número de contributos recebidos e a respectiva caracterização e idealmente a identificação.

Gestores de Conta e Fundos Inv. Personalizados Há 3 semanas

A sobrevivência dos Fundos de Investimento (FI) face à concorrência dos ETFs, poderá passar por um enriquecimento da sua incorporação de valor pela via da conquista de efeitos de conjunto (amálgama) e de uma personalização.
Tal é viável (como a Investil do antigo BNU o evidenciou) pela utilização dos Fundos da gama normal de oferta:
1) Estruturados à Markowitz num Pacote de forma a obter sinergias otimizando a relação rendibilidade/risco;
2) Personalizados de modo a visarem um nível de risco correspondendo sem desperdício ao de tolerância pessoal do cliente.
O Gestor de Conta seria o elo fulcral de concretização.
Apoiado em software adequado, primeiro diagnostica a tolerância ao risco do cliente e depois explicita e propõe-lhe o Pacote ótimo, tudo numa sequência não durando mais de 10 minutos.
Também com ETFs (ou ETFs +FI) se pode seguir tal metodologia, igualmente suscetível de completa automatização.
Mas nada supera o efeito psicológico do apoio de um Gestor de Conta habilitado.

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