Taxas de juro Depósitos a prazo nunca renderam tão pouco

Depósitos a prazo nunca renderam tão pouco

Os bancos oferecem retornos cada vez menores pelas poupanças dos portugueses. Em Agosto, o juro das novas aplicações atingiu um novo mínimo histórico.
Depósitos a prazo nunca renderam  tão pouco
DR BCE
Raquel Godinho 06 de outubro de 2016 às 21:00
Os depósitos a prazo são o produto de poupança por excelência das famílias portuguesas. Mas rendem cada vez menos. E, de acordo com os dados do Banco Central Europeu, nunca renderam tão pouco. A taxa oferecida nas novas aplicações atingiu um mínimo histórico nos 0,38%, em Agosto.

As instituições financeiras têm vindo a oferecer retornos cada vez menores pela poupança dos portugueses. A remuneração média das novas aplicações afundou para 0,38% em Agosto, o que representa o valor mais baixo desde que o BCE começou a recolher estes dados, em Janeiro de 2000. No mês anterior, o juro destas aplicações tinha atingido os 0,40%.

Nos novos depósitos até um ano a taxa média também caiu para 0,36% face aos 0,37% fixados em Julho. Este é também o valor mais baixo desde que há registo. Há vários meses que a taxa de juro tem vindo a cair e a atingir mínimos históricos sucessivos, em linha com a queda das Euribor que, no prazo a três meses, atingiu, esta quinta-feira, o valor mais baixo de sempre nos -0,304%.

Em Agosto, o saldo de depósitos atingiu os  143.498 milhões de euros, menos 2.119 milhões do que no mês anterior. Uma queda que coincidiu com a nova emissão do mais recente produto do Estado, as OTRV. O movimento é revelador "da procura por rentabilidade pelos particulares num contexto em que as taxas de remuneração oferecidas para aplicações tradicionais pelo sistema bancário são muito baixas ou mesmo nulas", diz Paula Carvalho, economista-chefe do BPI.
CGD corta juros para metade A CGD está a enviar cartas para os seus clientes onde informa que, a partir de 3 de Novembro, vai rever em baixa a taxa de juro dos depósitos a prazo. Na maior parte dos casos, a remuneração será cortada em metade, sendo que a taxa anual nominal bruta (TANB) passará de 0,1% para 0,05%. O banco do Estado informa ainda que será alterada a regra de regime de juros na mobilização antecipada dos depósitos. Ou seja, se até agora sobre o capital mobilizado só são pagos juros se a mobilização antecipada ocorrer depois do 90.º dia do depósito, a partir de 3 de Novembro "passará a vigorar a regra da perda total de juros corridos para o montante de capital mobilizado antecipadamente", diz.



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