Sei o que (Marcelo) fez em 2016
O Presidente da República publicou, com uma rapidez inusitada, o Orçamento do Estado para 2017. O que surpreendeu no processo até nem foi a dita rapidez: bastava estar minimamente atento à discussão das últimas semanas para conhecer bem o que seria o documento final; foram os enigmas do discurso que acompanhou a promulgação.
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Vejamos… O Presidente disse que a promulgação "não tem que ver com o concordar necessariamente, nem em termos políticos nem em termos jurídicos, com tudo o que contém o Orçamento". Hummm! Significa isto que Marcelo, que acompanhou "atentamente os debates parlamentares" e analisou "a versão final votada em votação final global bem como a redação global", discorda de algo no documento? Se é assim, fez mal em não dizer onde estão as discordâncias. Porque se o Presidente receia que alguma coisa não está bem no Orçamento, com potenciais implicações na execução orçamental de 2017, os portugueses têm direito a saber. No fundo são eles que pagam os erros de previsão orçamental…
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