Tolerados... mas não queridos
Lembra-se de Alexis Tsipras? Sim, aquele revolucionário grego que condenava a austeridade e que se opunha às privatizações? O mesmo que acabou a despachar ministros do seu governo que se recusavam a vender ativos do Estado (privatizações) e que se tem revelado um "corta-despesa" por excelência.
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A sua qualidade, de recusar o que cheira a austeridade para acabar a cumprir metas orçamentais, está a fazer escola por cá. Primeiro foi o aumento do ISP, depois o corte no investimento (-28%) e outras despesas, depois os novos impostos. Como o imposto sobre o património, euforicamente proposto por Mariana Mortágua e freneticamente aplaudido por alguns tontos do PS. A propósito desse imposto, cuja proposta final não tem nada a ver com a versão inicial, o presidente da APEMIP dizia ontem a este jornal que a arrecadação fiscal vai ser "diminuta". E lembrava que "se o Estado não fizer mais asneiras, o investimento estrangeiro vai chegar a cidades como Coimbra, Viseu, Braga, Aveiro e Guimarães".
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