Agostinho Pereira de Miranda
Agostinho Pereira de Miranda 23 de novembro de 2017 às 10:35

Um conselho de mulheres e homens bons

Aqui há anos, um dos 51 estados dos EUA foi confrontado com uma crise sem precedentes nos domínios económico, social e educativo.
O que é que fez o Executivo (com a anuência do respetivo parlamento) desse estado norte-americano? Criou um conselho composto por 100 representantes dos mais variados setores da sociedade civil e cujas qualificações eram fundamentalmente a reconhecida capacidade profissional, a honorabilidade pessoal e o elevado sentido de serviço público.

Havia gestores, operários, políticos, funcionários públicos, profissionais liberais, académicos e até uma dona de casa. As suas funções não eram remuneradas e dispunham de apenas 30 dias para, através de um dos comités em que se decompunha o conselho, responder a qualquer consulta que lhes fosse dirigida pelos órgãos estaduais. Os resultados da atividade deste conselho de mulheres e homens bons - um terço dos quais tinha menos de 40 anos - excederam todas as expetativas.

Portugal devia testar uma experiência semelhante e criar um conselho de 50 ou mais individualidades de mérito superior e indisputável integridade, com uma função meramente consultiva e cuja ação incidisse especialmente nas áreas do conhecimento, da justiça e do desenvolvimento. Proponho um lema: "Não Deixar Ninguém de Fora". E até sugiro um líder: Ramalho Eanes. 


Artigo está em conformidade com o novo Acordo Ortográfico


No âmbito do 20º aniversário do Negócios, pedimos um artigo a várias personalidades sobre ideias para o futuro de Portugal.  
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