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A cidade do futuro decide em tempo real

Gerir uma cidade é hoje gerir dados, riscos e recursos em tempo real. Das alterações climáticas à mobilidade, da energia à segurança, os municípios enfrentam uma pressão crescente para tomar decisões mais rápidas e eficientes. Jorge Patrício, diretor de Setor Público da MEO, explica como a tecnologia, a conectividade e as plataformas de dados podem ajudar a antecipar problemas e a construir territórios mais inteligentes.

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A tecnologia assume um papel central na transformação das cidades e dos territórios. Nesta conversa, Jorge Patrício, diretor de Setor Público da MEO, aborda o papel da conectividade e das soluções digitais na resposta aos desafios das smart cities, mas também na construção de territórios mais inclusivos, resilientes e sustentáveis.

 

De que forma infraestruturas digitais como 5G, IoT, sensores e plataformas de dados podem ajudar os municípios a antecipar riscos climáticos?

As infraestruturas digitais são hoje um elemento central na capacidade de os municípios anteciparem e responderem a fenómenos climáticos extremos. A combinação de redes de elevada capacidade, como o 5G, com sensores IoT e plataformas de dados, permite recolher informação em tempo real sobre variáveis críticas, como temperatura, níveis de água, qualidade do ar ou risco de incêndio, e analisá-la de forma integrada. Esta capacidade de sensorização e análise preditiva permite atuar antes da ocorrência dos eventos, reforçando a prevenção e a resposta coordenada. A aposta em plataformas urbanas com digital twins, dashboards e modelos analíticos permite aos decisores públicos antecipar cenários, acelerar operações em situações de crise e garantir a continuidade de serviços essenciais.

Como é que a MEO vê o seu papel na criação de ecossistemas de dados interoperáveis, capazes de apoiar decisões públicas mais informadas nas áreas da mobilidade, energia, ambiente, saúde ou proteção civil?

A Estratégia Nacional de Territórios Inteligentes exige uma mudança de paradigma: transformar dados em informação para concretizar ação. Nesse contexto, a MEO posiciona-se como um parceiro tecnológico na criação de ecossistemas de dados interoperáveis, suportando a integração entre diferentes sistemas, fontes de informação e serviços municipais. O nosso papel passa por desenvolver arquiteturas de dados que assegurem interoperabilidade, qualidade e governança, permitindo uma visão integrada do território. Ao combinar conectividade, plataformas de dados e analítica avançada, contribuímos para decisões públicas mais informadas nas áreas da mobilidade, energia, ambiente, saúde e proteção civil.

Quais são as principais soluções da MEO Empresas no domínio das cidades inteligentes? Que impacto podem ter na melhoria da gestão municipal?

A MEO Empresas disponibiliza hoje um conjunto alargado de soluções para cidades inteligentes, com impacto direto na gestão municipal e na qualidade de vida dos cidadãos.  Estas incluem Mobilidade Inteligente e Gestão de Tráfego; Gestão Energética e Monitorização de Consumos; Sensores Urbanos e Monitorização Ambiental; Plataformas de Dados e Dashboards de Decisão; Videovigilância com Analítica e Soluções de Segurança; Digital Twins para gestão analítica e preditiva. Estas soluções permitem uma gestão mais eficiente e integrada das cidades, com ganhos claros ao nível da sustentabilidade, eficiência energética, segurança e qualidade dos serviços públicos, promovendo uma melhor experiência para cidadãos e empresas.

O conceito de smart city é muitas vezes associado aos grandes centros urbanos. Que desafios existem para alargar esta visão a territórios inteligentes, incluindo zonas rurais e de baixa densidade?

A transição de “smart cities” para “smart territories” implica superar desafios estruturais, como a dispersão geográfica, a menor densidade populacional e a necessidade de garantir viabilidade económica dos investimentos. A resposta passa por assegurar conectividade universal, através de redes fixas, móveis e 5G, e por desenvolver soluções escaláveis e adaptadas a diferentes contextos. Ao mesmo tempo, é essencial capacitar os agentes locais e promover ecossistemas colaborativos, garantindo que a inovação tecnológica chega a todo o território e contribui para reduzir assimetrias.

A conectividade é hoje uma condição de coesão económica e social. Que papel podem ter as redes fixas, móveis e 5G na criação de territórios mais inclusivos?

A conectividade é hoje uma infraestrutura crítica para a coesão económica e social. Redes de alta qualidade, como fibra ótica, 4G e 5G, são a base para o desenvolvimento de serviços digitais, a modernização da administração pública e a atração de investimento. Ao garantir cobertura alargada e soluções como redes móveis privadas, a MEO contribui para criar territórios mais inclusivos, preparados para acolher novas atividades económicas, reter talento e prestar serviços públicos mais eficientes e acessíveis.

A mobilidade é um dos eixos centrais da descarbonização urbana. Como é que a tecnologia pode ajudar os municípios a gerir a mobilidade como um sistema integrado?

A tecnologia tem um papel central na gestão da mobilidade como um sistema integrado. A utilização de sensores, plataformas de dados e conectividade avançada permite interligar diferentes elementos, como transporte público, tráfego, estacionamento, micromobilidade e energia, numa lógica de gestão em tempo real. Com base em dados, é possível otimizar fluxos, reduzir congestionamento, melhorar a eficiência energética e promover modos de transporte mais sustentáveis, contribuindo para os objetivos de descarbonização urbana.

Que papel devem ter a cibersegurança, a proteção de dados e a resiliência das infraestruturas na construção de plataformas públicas capazes de crescer e sustentar políticas de longo prazo?

A confiança digital é um pilar fundamental para o desenvolvimento de territórios inteligentes. A cibersegurança, a proteção de dados e a resiliência das infraestruturas são essenciais para garantir a continuidade dos serviços e a confiança dos cidadãos. Adicionalmente, deve ser promovida uma cultura de cyberawareness junto dos cidadãos, que transforme mitos e receios em conhecimento e capacidade de resposta perante tentativas de ciberataques. A MEO integra estas dimensões desde a base, assegurando redes robustas e seguras, plataformas resilientes e mecanismos de proteção de dados alinhados com os requisitos regulatórios. Só com esta base de confiança é possível escalar soluções digitais e sustentar políticas públicas de longo prazo.

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