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AGIR apoia cuidadores informais e reforça responsabilidade social

Ao investir no apoio a cuidadores informais, a REN posiciona o Prémio AGIR como instrumento de mitigação de risco social e reforço da resiliência comunitária. Desde 2014, o programa já apoiou 36 projetos, com mais de 18 mil beneficiários.

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REN investe em cuidadores informais e promove o Prémio AGIR para mitigar riscos sociais
REN investe em cuidadores informais e promove o Prémio AGIR para mitigar riscos sociais REN

Num contexto empresarial cada vez mais orientado por critérios ambientais, sociais e de governance, a responsabilidade corporativa deixou de ser apenas reputacional. O desempenho ESG é hoje um fator material na avaliação de risco, na relação com investidores e na sustentabilidade de longo prazo.

Se a transição energética e a segurança do abastecimento enquadram a vertente ambiental, o Prémio AGIR traduz a consolidação da dimensão social da estratégia da REN – Redes Energéticas Nacionais, através de investimento estruturado, acompanhamento técnico e avaliação de impacto.

18.133beneficiários totais
Já foram registados 18.133 beneficiários totais do Prémio AGIR, da REN.

Criado em 2014, o programa distingue anualmente três projetos de organizações sem fins lucrativos, com financiamento e monitorização independente assegurada em parceria com a Stone Soup Consulting.

Ao longo das edições, foram priorizados temas como pessoas em situação de sem-abrigo, inovação social em resposta à pandemia, empregabilidade de públicos vulneráveis, combate à pobreza e exclusão social, biodiversidade e desenvolvimento sustentável.

12.876beneficiários diretos
O número de beneficiários diretos do Prémio AGIR, da REN, desde 2014, foi de 12.876.

Cuidadores: um desafio estrutural

A 12.ª edição do AGIR foi dedicada ao apoio a cuidadores informais, num país marcado pelo envelhecimento demográfico e pelo aumento da prevalência de doenças crónicas. Milhares de pessoas asseguram acompanhamento permanente a familiares dependentes, muitas vezes sem remuneração, formação técnica ou rede formal de suporte.

A sobrecarga física, emocional e financeira representa um risco social relevante, com impactos indiretos na saúde pública, na produtividade e na coesão comunitária.

Ao direcionar investimento para este segmento, a REN atua sobre uma fragilidade estrutural, contribuindo para reforçar a resiliência social — um fator cada vez mais considerado nas análises de sustentabilidade empresarial.

5257beneficiários indiretos
Foram registados 5257 beneficiários indiretos do Prémio AGIR, da REN.

Governação e impacto mensurável

O modelo do AGIR assenta em critérios objetivos, avaliação independente e acompanhamento técnico especializado. A cada edição é definido um tema prioritário, alinhado com necessidades emergentes e com os objetivos estratégicos de sustentabilidade.

A arquitetura do programa inclui seleção transparente, financiamento atribuído por mérito e monitorização da execução com base em indicadores mensuráveis.

Esta abordagem permite maximizar o retorno social do investimento e reforçar a dimensão “S” dos critérios ESG.

36projetos
Desde 2014 foram apoiados 36 projetos.
Prémio AGIR: projetos que apoiam quem cuida - O Prémio AGIR, da REN – Redes Energéticas Nacionais, distingue iniciativas que fortalecem cuidadores informais em Portugal. Na edição de 2025, os três projetos premiados vão beneficiar diretamente mais de 170 cuidadores, com intervenções clínicas, sociais e psicológicas.

1º lugar - 30.000 euros. SMAC - Serviço Móvel de Apoio ao Cuidador Santa Casa da Misericórdia do Marco de Canaveses

O projeto vai abranger 120 cuidadores informais, com um programa integrado de oficinas de bem-estar, apoio psicológico, formação em saúde e consultas de especialidade, complementado por cerca de 1.000 visitas domiciliárias ao longo do ano. Maria Amélia Ferreira, provedora da Santa Casa do Marco de Canaveses, destaca: “O Serviço Móvel de Apoio ao Cuidador consiste numa intervenção comunitária de apoio àqueles que cuidam de alguém frágil. O impacto está direcionado para a criação de bem-estar e manutenção da saúde destes cuidadores, que muitas vezes entram em burnout, o que não é benéfico nem para eles nem para quem cuidam”.

REN investe em cuidadores informais e promove o Prémio AGIR para mitigar riscos sociais
A REN investe no apoio a cuidadores informais através do Prémio AGIR Getty Images

2.º lugar – 15.000 euros. EntreLaços – Cuidar com Saber Instituto Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus

O projeto apoia 20 cuidadores através de 12 sessões de grupo de psicoeducação, duas sessões conjuntas com as pessoas cuidadas e 40 atendimentos individuais, complementadas pela criação de um Grupo de Ajuda Mútua. Ana Filipa Mota, responsável pelo projeto, explicou o que esteve na sua génese: “O EntreLaços nasce do contacto direto com os cuidadores. Mais de 80% sofrem de exaustão emocional. Ao empoderá-los, sentimos um impacto profundo, que se reflete na relação com a pessoa cuidada e no equilíbrio familiar.”.

3.º lugar – 5.000 euros. Colmeia Cooperativa LongeVidade, Porto e Gondomar

O projeto apoia 30 cuidadores, combinando formação presencial e online, apoio emocional, atividades de recreação e lazer, kit de primeiros socorros emocionais e uma rede de voluntariado local. Ana Sofia Costa, diretora da LongeVidade, explica a estratégia que agora vai ser alavancada com a distinção do Prémio AGIR, da REN. “Queremos criar uma comunidade que cuida, com afeto, conhecimento e tempo. O Prémio AGIR permitirá transformar o cuidado num projeto comunitário replicável noutras regiões do país.”.

AGIR em alinhamento com a Agenda 2030: A edição dedicada aos cuidadores informais enquadra-se nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, designadamente Saúde e Bem-Estar, Redução das Desigualdades e Erradicação da Pobreza. O alinhamento estratégico do Prémio AGIR, da REN, com a Agenda 2030 reforça a integração da sustentabilidade na estratégia corporativa da REN. A definição de prioridades, a atribuição de financiamento e a avaliação de impacto são estruturadas para gerar contributos concretos para metas internacionais. Num setor altamente regulado como o energético, a gestão responsável do impacto social constitui um fator de credibilidade institucional e de confiança junto de stakeholders. A dimensão “S” na estratégia da REN Enquanto operador da rede nacional de transporte de eletricidade e gás natural, a REN gere infraestruturas críticas para o funcionamento da economia. A sua estratégia de sustentabilidade integra dimensões ambientais, sociais e de governance. O AGIR representa a materialização da componente social dessa estratégia, com continuidade, métricas e accountability. A parceria com a Stone Soup Consulting assegura monitorização técnica e avaliação estruturada de impacto. Num contexto de maior exigência regulatória no reporte não financeiro, incluindo a implementação da CSRD, a existência de métricas claras e rastreáveis reforça a consistência do desempenho ESG. Atuar na comunidade Para uma empresa que opera infraestruturas estratégicas, a estabilidade das comunidades onde está presente constitui um fator indireto de mitigação de risco. Fragilidades sociais — isolamento, envelhecimento sem suporte, exclusão económica — podem traduzir-se em maior pressão sobre serviços públicos e menor coesão territorial. Ao apoiar organizações locais, o AGIR contribui para reforçar capital social e redes de proximidade. No caso dos cuidadores informais, a intervenção atua de forma preventiva, reduzindo exaustão e prevenindo ruturas familiares com impactos económicos e sociais alargados. Compromisso de longo prazo Um dos elementos distintivos do Prémio AGIR é a sua continuidade ao longo de 12 anos consecutivos. Num contexto em que muitas iniciativas empresariais são pontuais, a previsibilidade do programa reforça a confiança do setor social e dos stakeholders. A definição anual de um tema prioritário permite adaptar o foco às necessidades emergentes, mantendo coerência estratégica. Mais do que um prémio, o AGIR constitui um instrumento estruturado de responsabilidade corporativa com impacto mensurável e visão de longo prazo. Investir na coesão social é, neste enquadramento, investir na sustentabilidade do país — e na sustentabilidade do próprio negócio.

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