pixel
A carregar o vídeo ...

Negócios: Cotações, Mercados, Economia, Empresas

C-Studio

C•Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.

Multicare alerta para o impacto das alterações climáticas

A Multicare, do Grupo Fidelidade, promove esta quarta-feira uma conferência sobre Saúde e Alterações Climáticas. A CEO da seguradora de saúde líder em Portugal”, Maria João Sales Luís, explica como é urgente esta “reflexão estratégica” por causa do impacto real do clima na saúde física e mental

09:00
Maria João Sales Luís, CEO da Multicare
Maria João Sales Luís, CEO da Multicare D.R.

Para a seguradora de saúde líder em Portugal, a Multicare, integrada no grupo Fidelidade, é chegada a hora de colocar no espaço público o debate sobre a forma como as alterações climáticas vão agravar doenças respiratórias, infecciosas e cardio, mas também ter impacto na saúde mental. Maria João Sales Luís, CEO da Multicare, explica a estratégia que leva a seguradora a realizar esta quarta-feira, 4 de março, a conferência “Saúde e Alterações Climáticas”, no TIC – Técnico Innovation Center, powered by Fidelidade.

Como é que o tema dos impactos das alterações climáticas na saúde se inscreve na trajetória da Multicare?

Para a Multicare esta é claramente uma evolução natural. As alterações climáticas não são um fenómeno apenas com impacto ambiental, têm também um grande impacto na saúde e são consideradas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a maior ameaça à saúde que a humanidade enfrenta.

A OMS tem vindo a alertar-nos para o facto de que as alterações climáticas vão traduzir-se, nas próximas décadas, em milhares de mortes adicionais e em alterações profundas nos padrões de doença. Portugal não é exceção. Existem sinais muito concretos, por exemplo, ondas de calor recentes que geraram uma mortalidade excessiva mensurável e uma maior prevalência de doenças respiratórias.

É uma evolução natural do vosso posicionamento ou marca uma nova fase estratégica?

Enquanto seguradora de saúde líder em Portugal e como parte do Grupo Fidelidade, um grupo que assumiu publicamente compromissos muito significativos de ação climática, nomeadamente um Plano Net Zero robusto e o lançamento do Impact Center for Climate Change (ICCC), era urgente iniciar esta reflexão estratégica sobre o nosso papel na prevenção, mitigação e tratamento de doenças que possam ser originadas pelas alterações climáticas.

Sentimos ter uma responsabilidade acrescida, não só porque gerimos risco, mas especialmente porque temos a capacidade técnica, o conhecimento clínico e uma extensa rede de prestadores que nos permite passar da análise para a ação.

Portanto, não se trata de mudar de rumo ou de estratégia, mas de evoluir na nossa missão de proteger as pessoas num mundo que está a mudar e a trazer consigo novos desafios.

As alterações climáticas (...) são consideradas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como a maior ameaça à saúde que a humanidade enfrenta. Maria João Sales Luís, CEO da Multicare.

Porque é que a Multicare entendeu que este era o momento certo para colocar o tema no centro do debate? Estamos perante um problema ainda subvalorizado em Portugal?

A resposta é simples: porque as alterações climáticas já não são apenas previsões e sinais, são uma realidade com enorme impacto no nosso quotidiano e, até agora, a discussão pública tem sido insuficiente no que respeita à saúde.

Em Portugal o debate sobre o impacto das alterações climáticas tem estado principalmente focado nos danos em infraestruturas, bens e agricultura, que são obviamente cruciais, mas fala-se menos sobre o impacto que esta nova realidade terá para a saúde das populações. Entre outros, o recrudescimento das doenças infeciosas com o aquecimento global, o aumento das chuvas e os eventos extremos, que criam condições ideais para o desenvolvimento de vetores infeciosos, expandindo doenças para novas regiões; o aumento de doenças respiratórias por exposição a fumos e à poluição; as mortes e o aumento das doenças cardiovasculares pelas ondas de calor; e o impacto na saúde mental de quem perde os seus bens devido a fenómenos climatéricos extremos. Esta conferência foi pensada para debater conhecimento científico, experiência clínica e políticas de saúde pública.

Os impactos na saúde são muitas vezes menos visíveis. A esse nível, o que mais a preocupa neste momento?

O que mais nos preocupa é o efeito cumulativo e silencioso. A exposição repetida a fatores como calor extremo ou poluição do ar não provoca apenas episódios agudos. Provoca uma aceleração do agravamento de doenças respiratórias, doenças cardiovasculares, problemas renais e até complicações metabólicas. Para além disso, há um impacto profundo na saúde mental após calamidades.

Como referi, outra preocupação real é a transmissão de doenças que antes estavam confinadas a geografias longínquas ou já tinham sido erradicadas em Portugal e que estão a ganhar nova expressão. Estamos perante uma dupla prioridade: por um lado, precisamos de vigilância epidemiológica que cruze dados climáticos com dados de saúde e, por outro, de programas de rastreio e intervenção precoce para as populações expostas.

Esta conferência é também uma chamada de atenção à comunidade — empresas, decisores e cidadãos — para a necessidade de integrar o risco climático nas decisões de saúde?

Exato, integrar o risco climático nas nossas preocupações é para nós um imperativo. Significa agir em três frentes: prevenir, mitigar e proteger. Prevenir, através de literacia e medidas simples, como recomendações dirigidas a grupos vulneráveis; mitigar, quando a exposição já ocorreu, nomeadamente através de rastreios e programas de seguimento; e, por fim, proteger, garantindo que quem adoece tem acesso rápido e completo aos cuidados que necessita. E esta intervenção a que nos propomos só é possível se bem articulada entre seguradora e prestadores. Diria mais, este é um tema que convoca toda a sociedade, desde o setor público ao privado, autarquias e academia.

Agravemento de doenças infecciosas e respiratórias: A CEO da Multicare, Maria João Sales Luís, alerta para “o recrudescimento das doenças infeciosas com o aquecimento global, o aumento das chuvas e os eventos extremos, que criam condições ideais para o desenvolvimento de vetores infeciosos, expandindo doenças para novas regiões; o aumento de doenças respiratórias por exposição a fumos e à poluição; as mortes e o aumento das doenças cardiovasculares pelas ondas de calor; e o impacto na saúde mental de quem perde os seus bens devido a fenómenos climatéricos extremos”.

De que forma a estratégia de prevenção que a Multicare tem vindo a desenvolver pode dar resposta e viabilizar o que resultar desta reflexão?

A prevenção tem estado no centro da estratégia da Multicare desde 2009 e, desde que foi assumido este compromisso, temos investido de forma consistente na promoção do conhecimento e na consciencialização dos nossos clientes sobre a importância da prevenção, bem como na criação de serviços pioneiros no mercado nacional de seguros de saúde.

O primeiro marco ocorreu em 2009, quando lançámos o Programa de Prevenção, que consiste num plano regular de rastreios, sem custos adicionais para os clientes, estruturado com base em guidelines clínicas internacionais ajustadas à idade e ao género.

Em 2016, a Multicare voltou a inovar com o lançamento da Medicina Online, a primeira plataforma médica remota em Portugal, e desde então temos vindo a expandir continuamente a sua oferta de serviços digitais, que atualmente incluem acesso 24/7 a Medicina Geral e Familiar, bem como 14 especialidades e outros serviços complementares.

A Medicina Online assumiu um papel essencial durante a pandemia de Covid-19, registando um crescimento significativo, tendência que se mantém nos anos seguintes, acompanhada por elevados níveis de satisfação dos clientes.

Ainda este ano, durante as tempestades que afetaram várias regiões do país, disponibilizámos consultas gratuitas de Medicina Geral e Familiar e de Psicologia a todos os portugueses das zonas afetadas, independentemente de terem ou não seguro Multicare.

Em 2020, voltámos a marcar a diferença com o lançamento do Programa Multicare Vitality, uma plataforma que incentiva e recompensa a adoção de estilos de vida saudáveis, partilhando com os clientes os benefícios associados a comportamentos positivos para a saúde.

De uma forma geral, o que pretendemos é que a Multicare continue a ser um parceiro ativo na manutenção da saúde, na prevenção do risco e na adaptação a um contexto que exige cada vez maior antecipação.

Desta forma, a Multicare disponibiliza um verdadeiro ecossistema de serviços de prevenção e autocuidado, acompanhando os seus clientes ao longo de todas as fases da vida, desde a promoção da saúde e o diagnóstico precoce até à proteção no tratamento e na reabilitação.

A gestão do risco climático exige novos modelos de análise e antecipação. A Multicare está a investir em dados e tecnologia?

Sim, é uma prioridade. O cruzamento de dados de saúde com variáveis climáticas permite identificar padrões e antecipar sinistralidade. O Grupo Fidelidade já utiliza modelos avançados para avaliação de riscos climáticos e o ICCC está a desenvolver investigação aplicada que a Multicare pode operacionalizar. Estamos a investir em capacidades de big data e machine learning para mapear vulnerabilidades na nossa carteira e desenhar intervenções específicas. Paralelamente, procurámos parceiros académicos para validar modelos epidemiológicos que incluam variáveis ambientais.

Depois desta conferência, devemos esperar novas iniciativas ou uma integração mais estrutural do tema na proposta de valor da Multicare?

Esta conferência é um ponto de partida. A Multicare tem mais de 25 anos de liderança e inovação no mercado e sempre colocou o cliente no centro da sua estratégia.

O que se segue é uma integração cada vez mais estrutural desta reflexão na nossa proposta de valor. Vamos continuar o debate com stakeholders, iniciar uma reflexão mais aprofundada com o nosso Conselho Médico e desenvolver iniciativas concretas com os nossos prestadores.

Num contexto de mudança acelerada, a nossa responsabilidade é antecipar necessidades emergentes e garantir que estamos preparados para proteger melhor a saúde dos nossos clientes, hoje e no futuro.

Mais notícias