Conjuntura Economia portuguesa cresceu 1,4% em 2016

Economia portuguesa cresceu 1,4% em 2016

A economia portuguesa terminou o ano a crescer quase 2% no quarto trimestre de 2016. Isso significa que, na totalidade do ano, o PIB aumentou 1,4%, um resultado melhor que o Governo e a Comissão Europeia antecipavam.
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Nuno Aguiar 14 de fevereiro de 2017 às 09:34
A economia portuguesa volta a trazer surpresas positivas. Os números publicados esta manhã, 14 de Fevereiro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que o PIB português avançou 1,9% nos últimos três meses do ano em comparação com o mesmo período de 2015. Um valor que fica em linha com a previsão da Comissão Europeia divulgada ontem. Para a totalidade do ano, a conclusão do INE é que Portugal cresceu 1,4%, um valor que supera a previsão de Bruxelas (1,3%), bem como do Governo português (1,2%).



O INE explica que por trás da aceleração sentida no final do ano está um maior contributo da procura interna. Isto é, uma recuperação do investimento - que, segundo as palavras do INE, parece finalmente ter recuperado - e um "crescimento mais intenso" do consumo das famílias. A vertente externa (exportações subtraídas de importações) deram um contributo negativo para o crescimento, o que reflecte o crescimento mais forte das importações do que das exportações.

Quando a comparação é feita com o trimestre anterior, verifica-se que o PIB aumentou 0,6%. Uma variação em cadeia forte, embora inferior ao registado no terceiro trimestre (0,8%), que já tinha surpreendido pela positiva. O crescimento em cadeia nos últimos três meses do ano deveu-se essencialmente a mais investimento.

O crescimento de 1,4% na totalidade do ano superou as previsões de Bruxelas, mas também dos economistas. Em média os especialistas contactados pela Lusa esperavam uma variação anual de 1,3%, sendo que só um deles - o ISEG - antecipava os 1,4%. O instituto justificava a sua previsão e a aceleração no final do ano com o facto de a economia começar "a responder a um conjunto de medidas que tinham sido tomadas" pelo Governo, como o fim faseado dos cortes salariais na Função Pública.


A economia portuguesa apresenta, assim, dois trimestres consecutivos de crescimento sólido, depois de um primeiro semestre desapontante. O dinamismo na segunda metade de 2016 tem importância não apenas para esse ano, mas também daqui para a frente. As previsões da Comissão Europeia, por exemplo, mostram que a aceleração da actividade se manterá na primeira metade de 2017, com crescimentos homólogos de 2% em cada um desses dois trimestres, seguindo-se um arrefecimento.


Um final de ano mais forte tem impacto na vida das famílias e das empresas e dá também uma ajuda às contas públicas. Como o défice orçamental é calculado em percentagem do produto interno bruto, um PIB mais robusto pode significar um rácio de défice mais baixo (embora, neste caso, a diferença não pareça ser muito significativa).


Importa, contudo, lembrar que o objectivo original de crescimento que o Executivo tinha definido no Orçamento do Estado era 1,8%, tendo só no final do ano revisto esse valor em baixa. O crescimento de 1,4% fica também aquém dos 1,6% de 2015.

O crescimento da economia portuguesa compara de forma favrável com o desempenho da economia da Zona Euro, com as taxas de variação do PIB em cadeia e em termos homólogos a ficarem acima.




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comentários mais recentes
Anónimo 15.02.2017

Eslováquia, Lituânia, Letónia são países que os direitalhos odeiam porque estiveram do outro lado do muro e hoje batem-se com Portugal em inúmeros indicadores... Está na altura tomar atenção para o impacto positivo que estes países podem ter em Portugal e qual a forma de os atrair a investir...

Anónimo 14.02.2017

Pois é imbecil do canos .. Vives longe e como excelente fdp estás-te nas tintas para os que cá vivem . Continua aí e não voltes.

Anónimo 14.02.2017

Falta o resto que é a divida sem essa estamos bem feitos. Como é q se para e desce uma divida deste tamanho? Só com uma economia galopante e constante q infelizmente não temos. A verdade é q este numeros são posiveis devido ao aumento de rendimentos resta saber se vao continuar.

canos 14.02.2017

ao sr canhoto q me respondeu como cano roto digo-lhe o seguinte.sou um de muitos q vive longe da tugolandia q trabalha muito e q nao tem cor politica mas lembro-me da dama de ferro dizer q o socialismo so è bom enquanto houver dinheiro pq depois nao assumem nada.è isso q vcs tem agora a governar.

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