Mundo Pelo menos 12 mortos e 48 feridos em provável atentado em Berlim

Pelo menos 12 mortos e 48 feridos em provável atentado em Berlim

Um camião avançou sobre a multidão num mercado de Natal em Berlim, num incidente que a polícia local admitiu tratar-se de um ataque.
Pelo menos 12 mortos e 48 feridos em provável atentado em Berlim
Reuters
Negócios 19 de dezembro de 2016 às 19:46

Um camião avançou sobre a multidão num mercado de Natal em Berlim, tendo provocado vários mortos e dezenas de feridos, avançou a Reuters pouco depois do sucedido - que se antecipava desde logo ter sido intencional. Com efeito, de acordo com a agência de notícias, citando o jornal Berliner Morgenpost, a polícia no local admitiu que se tivesse tratado de um ataque. 

 

A polícia de Berlim, no Twitter, começou por relatar  a existência de nove mortos. O condutor do camião fugiu, mas entretanto as autoridades detiveram um suspeito, apesar de não terem podido confirmar se se tratava efectivamente do condutor. Já a pessoa que seguia ao seu lado no camião morreu no acidente.


"Confirmamos nove mortos e muitos feridos. Muitos colegas estão em Breitscheidplatz para investigar o ocorrido", disse a polícia de Berlim na sua conta oficial no Twitter, ao final da tarde, depois de ter informado que um camião tinha atropelado dezenas de pessoas.

O ataque foi perpetrado às 20:15 locais (19:15 em Lisboa) num mercado de Natal na zona oeste da cidade, junto à igreja Kaiser Wilhelm, na praça Breitscheidplatz. O mercado estava repleto de pessoas, sendo que estes locais são bastante procurados por famílias para as últimas compras de Natal.

 

"Ouvi um enorme estrondo, dirigi-me ao mercado de Natal e vi o caos … com muitas pessoas feridas", comentou à CNN um jornalista do Berliner Morgenpost, acrescentando que assistiu a "momentos traumáticos". Uma das pessoas que assistiu ao ataque relatou à CNN que a velocidade do camião era de cerca de 65 Km/h.

 

No local do ataque foi montada uma operação de segurança de grande envergadura, que faz lembrar o sucedido com o ataque que ocorreu em Nice no passado mês de Junho, que provocou 86 vítimas mortais e foi reivindicado pelo Estado Islâmico.

Segundo um porta-voz do Governo alemão, a chanceler Angela Merkel foi mantida informada sobre a situação pelo ministro do Interior. Merkel já lamentou o atentando, afirmando-se "de luto" pelo ocorrido.

A polícia de Berlim pediu aos habitantes da capital alemã para permanecerem em casa e evitarem rumores, e para não se aproximarem do local para que os acessos fiquem livres para as várias ambulâncias e veículos de bombeiros retirarem os feridos.

Pelas 22:00 de Lisboa, as autoridades policiais berlinenses avançaram que não havia sinais de "outras situações perigosas" naquela zona da  capital alemã. "Actualmente, não há indícios de outras situações perigosas perto de Breitcheidplatz", referiu a polícia alemã na sua conta de Twitter.

Uma hora mais tarde, a mesma fonte indicava que o camião que avançou sobre multidão ao final da tarde tinha matrícula polaca e que havia vigas de aço no seu interior.


Ao mesmo tempo, o The Washington Times avançava, citando fontes iraquianas, que o Daesh (Estado Islâmico - ISIS) tinha reivindicado este ataque - apesar de as autoridades alemães não darem qualquer confirmação. 

Pelas 23:25 de Lisboa, a polícia berlinense deu mais informações sobre o camião, referindo que se suspeitava que tivesse sido roubado de umas obras na Polónia. E salientou que um item suspeito, próximo do local do ataque, que estava a ser investigado, era afinal um saco-cama, não constituindo qualquer perigo.


Já pela meia-noite, as autoridades locais actualizaram o balanço, referindo a existência de 9 mortos e 45 feridos hospitalizados (depois de a imprensa ter avançado durante grande parte da noite que seriam 50 feridos).

À 01:15 de terça-feira, a polícia de Berlim continuava a relatar os desenvolvimentos relacionados com este caso, tendo actualizado com a "triste notícia" de que o novo balanço dava conta de 12 mortos e 48 feridos graves.



(notícia actualizada pela última vez à 01:57 de terça-feira)

 




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mais votado bucks 19.12.2016

Já começam... Está escrito nos livros. Mas somos europeus solidários gozados pelos americanos, até começarem a suceder mais destes eventos na europa.

comentários mais recentes
Islamófodo 19.12.2016

É urgente proibir o islamismo na Europa. O islão não é uma religião, mas uma ideologia política disfarçada de religião para submeter os crentes ao domínio dos chefes. Maomé foi um dos maiores serial killer da história e um pedófilo repugnante. Para casar com a 4ª mulher, matou-lhe o pai e o irmão.

Anónimo 19.12.2016

Nao e muito mas ajuda:evite-se propaganda que os encha de vaidade(televisoes),e evite-se multidoes que e exactamente isso que os assassinos procuram.

Cantaropartido 19.12.2016

Dêem-lhe beijinhos e abraços que eles agradecem. Depois digam que a extrema direita vai ganhando poder.

Anónimo 19.12.2016

A Europa, e os Estados Unidos trabalharam para impor a primavera Arabe, o que saiu na tombola á Europa e aos Arabes foi o inferno, os Estados Unidos estão muito mais longe, pobres europeus não conseguiram fazer essa leitura.

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