Economia CGTP quer lista da totalidade dos precários até sexta-feira

CGTP quer lista da totalidade dos precários até sexta-feira

A CGTP aguarda até sexta-feira para que o Governo disponibilize as listas dos trabalhadores com vínculo precário, recusando "qualquer medida" que vise contratar parte desses funcionários, mas que implique o despedimento de outros.
CGTP quer lista da totalidade dos precários até sexta-feira
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 04 de julho de 2017 às 21:35

"Aguardamos até ao final desta semana para que essas listas sejam disponibilizadas, mas desde já queremos transmitir que estaremos nas comissões para resolver definitivamente a situação de cerca de 100.000 pessoas que hoje trabalham para o Estado com vínculos precários", afirmou o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, após uma reunião do Conselho Nacional da intersindical que decorreu hoje à tarde, em Lisboa.

 

Ainda assim, Arménio Carlos disse que a intersindical opõe-se a "qualquer medida" que "vise a vinculação de uns à custa do despedimento de muitos".

 

Em causa está o projecto de lei para a integração dos precários no Estado, que, segundo a interpretação da CGTP, "indicia que se abre uma porta para a saída de um número significativo de trabalhadores que não entregou o requerimento". "Isso já não é estar a discutir uma solução para o problema. Não estamos de acordo. Isso é subverter o conceito", sublinhou.

 

O Governo estima que tenham sido cerca de 22.000 os trabalhadores precários do Estado que apresentaram um requerimento para solicitar a sua integração nos quadros da Administração Pública, entre os 100.000 trabalhadores sem vínculo permanente na Administração Central e empresas públicas contabilizados pelo Ministério das Finanças em Fevereiro.

 

Para Arménio Carlos, isso significa que "este é um processo coxo, porque se há mais de 100.000 trabalhadores com vínculos precários e se só 22.000 solicitaram a regularização da situação, há cerca de 80.000 que ainda não o fizeram, provavelmente não porque não queiram – poderá ser por outros motivos". 




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mais votado Anónimo 04.07.2017

Mas quando o trabalhador nem pode ser despedido por o posto de trabalho já não se justificar nem substituído por uma máquina, nem ver o seu salário, já inflacionado ao longo de toda uma carreira de progressões automáticas constantes, reduzido para valor mais próximo do preço de mercado uma vez que há uma fila de candidatos àquele emprego, mais dinâmicos, motivados e preparados, que trabalhariam de bom grado por metade da remuneração, a população que investiu na organização ou tem trabalho para oferecer perde rendimentos. A população que consome bens ou serviços da organização perde rendimentos. A população que paga impostos para a organização, no caso daquela ser do sector público, fornecedora do sector público ou subsidiada pelo Estado, perde rendimentos. A população que inventou e desenvolveu a máquina perde rendimentos. A população que poderia inovar, investir e lançar no mercado máquinas ainda melhores, perde rendimentos.

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joaoaviador 05.07.2017

Só falta voltarem a dizer JÁ mas está quase!

Juca 05.07.2017

Então oh Vicente, esse nariz é do tinto ou da aguardente?

Ó Arménio... 05.07.2017

...então a tua organização não sabe quantos são os precários???

Anónimo 04.07.2017

Medina Carreira, grande vulto do pensamento económico em Portugal, só quis alertar a sociedade e educar os políticos portugueses para os perigos e falácias subjacentes ao pensamento único eleitoralista que não se apercebe que distribuir salários e benefícios a privados que não passem pelo crivo regulador e orientador das forças de mercado é tão mau para a sustentabilidade do Estado, incluindo o Estado de Bem-Estar Social, a competitividade da economia e o nível de equidade na sociedade, como distribuir subsídios e adjudicações a privados obedecendo à mesma lógica discricionária, e vice-versa. Sindicalismo selvagem de compadrio e capitalismo selvagem de compadrio são uma e a mesma coisa e encerram em si as sementes do mesmo mal. Infelizmente para os portugueses, tinha toda a razão.

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