Economia Fernando Fernández: "Portugal voltou a ser um foco de atenção dos investidores internacionais"

Fernando Fernández: "Portugal voltou a ser um foco de atenção dos investidores internacionais"

O professor da IE Business School e antigo economista do FMI diz que "Portugal está na moda" depois da Standard & Poor's ter retirado a classificação de "lixo". Mas alerta que o crescimento potencial continua a ser reduzido.
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André Veríssimo 27 de setembro de 2017 às 13:16

"Portugal está na moda. Portugal voltou a ser um foco de atenção dos investidores internacionais", garante o prestigiado professor de economia da IE Business School, Fernando Fernández numa reacção à melhoria da classificação de risco do país pela Standard & Poor's.

Dois factores explicam a mudança de percepção por parte dos investidores internacionais. "Em primeiro lugar, a Standard & Poor’s subiu finalmente o 'rating' da economia portuguesa, abandonando a classificação de 'lixo'. A segunda boa notícia é que Portugal conseguiu cumprir as metas para o défice público, o valor deste ano está em redor de 1,5% do PIB, o que significa que deixa de estar no Procedimento de Défices Excessivos da União Europeia e abandona a austeridade orçamental". 

Fernando Fernández considera que "Portugal pode a partir de agora ter uma política orçamental que sustente o crescimento económico, porque conseguiu consolidar a sua situação orçamental".

O economista salienta num depoimento em vídeo a descida do custo de financiamento das empresas portuguesas, que se aproximou do das alemãs, o crescimento de 15% das exportações e a diminuição da taxa de desemprego. "Com este crescimento e o boom do turismo, Portugal tem pela frente anos bons".

Fernando Fernández considera que "Portugal é uma história de êxito de ajuste europeu", e uma demonstração de que a estratégia seguida pela União Europeia acabou por ser bem sucedida.

Mas avisa que "nem tudo está resolvido". "Portugal continua a ter problemas. O potencial de crescimento a médio prazo da economia portuguesa é baixo e o país continua a precisar de flexibilizar a sua estrutura produtiva. Necessita de continuar a flexibilizar e a liberalizar o mercado de trabalho. E sobretudo, precisa de criar condições económicas para fomentar o investimento privado, como a estabilidade macroregulatória e a estabilidade fiscal, que são fundamentais". 




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