Economia Governo contabiliza apoios até à eleição de Centeno para o Eurogrupo

Governo contabiliza apoios até à eleição de Centeno para o Eurogrupo

Centeno tem oito votos assegurados, faltando ainda dois para garantir o apoio de 10 estados-membros. Era este o ponto de situação ao início da manhã. O Governo ainda faz contas a poucas horas da votação.
Marta Moitinho Oliveira 04 de dezembro de 2017 às 12:09

Mário Centeno é apontado como o favorito à presidência do Eurogrupo mas a eleição ainda não está garantida. Esta manhã, o Governo português fazia contas aos apoios necessários para ter certezas sobre se consegue o lugar ocupado pelo ex-ministro holandês das Finanças, Jeroen Dijsselbloem. Ao que o Negócios apurou esta manhã faltava assegurar o apoio de dois estados-membros.   

O ministro português das Finanças precisa de convencer 10 estados-membros dos 19 que formam o grupo dos ministros das Finanças da Zona Euro.

Depois do anúncio da candidatura na passada quinta-feira, o Governo português contava com o apoio certo de sete países: Portugal, Espanha, Itália, Alemanha, França, Grécia e Malta.

Durante o fim-de-semana, eram identificados cinco países como ainda de voto incerto (Finlândia, Chipre, Irlanda, Áustria e Eslováquia). Mas nem todos são necessários para que Centeno seja eleito. Com sete votos assegurados, são necessários mais três para conseguir o número mágico, e garantir a eleição à primeira.

Esta manhã, o Executivo português já dava como certo um novo apoio, o do Chipre, e aguardava pelo fim da reunião do Partido Popular Europeu (PPE) na expectativa de que ajudasse a clarificar quem apoia quem. Mário Centeno conta com apoios de governos da família socialista – onde se insere o Governo português – mas também da família do PPE, como é o caso da Alemanha de Angela Merkel, o que lhe poderá dar uma votação mais transversal.

O trabalho de bastidores é feito ainda de manhã, mas a votação acontece só à tarde. Na reunião do Eurogrupo, os candidatos têm de fazer uma breve apresentação perante os seus homólogos, onde explicam os motivos pelos quais concorrem ao lugar. Uma apresentação que poderá seguir as linhas de orientação deixadas na carta de motivação enviada para Bruxelas na quinta-feira, quando a candidatura foi formalizada. 




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