Economia Politécnico do Porto cria escola de negócios para executivos de PME

Politécnico do Porto cria escola de negócios para executivos de PME

O Instituto Politécnico do Porto também vai ter uma escola de negócios. A Porto Executive Academy, que será publicamente apresentada no próximo dia 6, irá focar-se sobretudo na oferta de formação aos executivos de PME.
Politécnico do Porto cria escola de negócios para executivos de PME
Rui Neves 02 de junho de 2016 às 11:12

O Politécnico do Porto (P.Porto) pretende "democratizar" o acesso às escolas de negócios com a criação da Porto Executive Academy, um centro de formação executivo e de alta direcção que pretende focalizar-se na oferta de formação aos executivos de PME.

"Sabe-se que são precisamente as PME que menos propensão e capacidade financeira têm de aceder à formação executiva disponível em Portugal", pelo que a oferta da escola de negócios da P. Porto, dirigida "em primeira instância ao mercado nortenho", nasce "focada nas necessidades e preocupações dos executivos de PME", revelou Armando Silva, pró-reitor do P.Porto e que será o director da Porto Executive Academy, em entrevista ao Negócios.

Com a criação desta escola de negócios, o P.Porto "pretende assumir o desafio de ter uma presença relevante na formação executiva e de alta direcção, afirmando-se como centro de competências e ‘expertise’ em domínios de conhecimento transversais na formação de executivos em Portugal".

A Porto Executive Academy desenvolverá a sua actividade em edifício próprio na cidade do Porto, e apresentará um leque de formação executiva de curta, média e longa duração, quer em domínios transversais das competências técnicas ("hard skills") da acção executiva organizacional, quer no domínio das designadas "soft skills" executivas.

Apoiada numa parceria estratégica e científica com parceiros internacionais, a Porto Executive Academy tem vindo também a celebrar protocolos com entidades representativas do mundo executivo e empresarial, de que se destacam, até ao momento, a AICEP Portugal Global, a AICCOPN (Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas), a AIMMAP (Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal), a Caixa Geral de Depósitos, a SOFID (Sociedade Financeira para o Desenvolvimento), a ACP (Associação Comercial do Porto), o Instituto Diplomático, o Fórum de Administradores de Empresas, o CESO (Development Consultants) e a IMF (Informação para Mercados Financeiros).

A cerimónia de lançamento da Porto Executive Academy está marcada para a próxima segunda-feira, 6 de Junho, no Palácio da Bolsa do Porto.

O Politécnico do Porto é a quarta instituição de ensino superior (no conjunto de universidades e politécnicos) em termos de primeira escolha de estudantes de licenciatura e a quinta entidade no total de estudantes matriculados (cerca de 18 mil) de entre 58 licenciaturas e 50 mestrados.


Em entrevista ao Negócios, Armando Silva, director da Porto Executive Academy, promete oferecer formação de excelência a bom preço.

 

Quais as razões que determinaram a decisão do Politécnico do Porto de criar uma escola de negócios?

Por um lado, todos sabemos que a formação dos executivos de empresas ou de outro tipo de organizações não empresariais é decisiva para criar organizações mais competitivas e mais próximas do sucesso; dessa forma, a economia e a sociedade estarão mais próximas de poder aumentar a riqueza e o bem-estar.

Por outro lado, todos também sabemos que os executivos da maioria das pequenas e médias empresas (PME) têm mais lacunas e experimentam mais dificuldades em vários domínios técnicos e comportamentais que os seus homólogos das grandes empresas. Sabe-se, ainda, que são precisamente as PME que menos propensão e capacidade financeira têm de aceder à formação executiva disponível em Portugal.

É necessário vencer este círculo vicioso que afecta a maior parte dos executivos portugueses e é com essa missão que o Politécnico do Porto avança com este novo projecto, Porto Executive Academy, oferecendo - em primeira instância ao mercado nortenho - uma nova escola focada nas necessidades e preocupações dos executivos de PME.

O que a diferencia das que já existem no mercado é então essa aposta na formação para executivos de PME?

Sobretudo, pelo facto de as formações que vamos oferecer serem pensadas preferencialmente para lidar com os problemas e preocupações dos executivos de PME e serem acessíveis para a maioria das empresas e não apenas para uma elite de grandes empresas.

Adicionalmente e futuramente, a Porto Executive Academy, em ligação com os centros de investigação do Politécnico do Porto,  estará em condições de produzir investigação aplicada que responda aos interesses e necessidades desses agentes e organizações.

Como factor diferenciador adicional, a Porto Executive Academy não está pensada para ser apenas um espaço de formação técnica para executivos e dirigentes mas poderá também vir a oferecer actividades e eventos de âmbito cultural e social que valorizem a cidade e a região.

A Porto Executive Academy é apresentada no dia 6 de Junho, mas quando é que arranca a primeira vaga de cursos?

A formação executiva da Porto Executive Academy arrancará com uma primeira vaga de cursos em Outubro, a que se seguirá uma segunda vaga em Janeiro/Fevereiro de 2017. Antes disso, serão divulgados [em www.pea.ipp.pt e nas redes sociais] em Junho e Julho os primeiros cursos e abrir-se-ão as respectivas candidaturas.

 

Onde é que a escola irá funcionar?

Na cidade do Porto em instalações próprias e diferenciadoras, exclusivas para a Porto Executive Academy. As instalações estão em fase final de remodelação e serão divulgados mais pormenores brevemente.

A quantos executivos prevêem dar formação no primeiro ano de actividade?

Admitimos que entre formações mais estruturadas que duram cerca de um ano (pós-graduações e MBA) e formações mais curtas possamos estar a falar de 200 formandos.

Qual será o preçário da vossa oferta formativa?

Nesta altura não é possível divulgar o preçário da oferta formativa que vamos lançar nas próximas semanas, mas o mercado terá oportunidade, em breve, de comprovar que as nossas formações apresentarão na componente "preço" uma diferenciação considerável face à média do mercado, sem que com isso se ponha em causa o valor e utilidade das formações oferecidas.




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mais votado JCG 02.06.2016

Abri esta notícia com a intenção de lavrar o meu apoio tendo em conta o título da notícia, mas quando vejo o nome da coisa fica tudo estratago

Atualmente, não há merdice que para dar cagança à coisa não adopte um nome em inglês. É a atualização do ancestral tocar piano e falar francês.

Tal tendência enoja-me, e pior: com a autoridade que me assiste decorrente de muitas décadas de vida, algum honesto estudo e muita reflexão, tendo a inferir a qualidade do conteúdo dos cránios pais destas escolhas a partir das erscolhas que fazem, ou seja, cránios cheios de poluição e confusão, autênticos abortos cívicos e culturais.

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JCG 02.06.2016

A gestão danosa, especialmente a que resulta de propósitos ilicitos conscientes ou da preferência por opções que atropelam os interesses gerais e legítimos da empresa por sobreposição de outros interesses - como, por exemplo, a promoção a cargo de maior responsabilidade não do trabalhador mais competente mas da pessoa com quem se dá umas escapadelas - não se resolve com ações de formação na universidade ou similar.

Repito o que já por aqui escrevi várias vezes: o governo deve em lei aperfeiçoar, afinar e aprofundar os conceitos de gestão danosa e ruinosa e deve fixar sanções efetivamente dissuasoras, especialmente a inibição temporária ou definitiva da gestão do que quer que seja, até do condomínio (sem esquecer a reposição dos prejuizos resultantes para a empresa.



Anónimo 02.06.2016

Acho muito bem existirem várias soluções a níveis de gestão das nossas empresas em que as maiores lacunas são a falta de conhecimento dos seus executivos e a gestão danosa das mesmas

JCG 02.06.2016

Já estou a imaginar sessões em que uns papagaios papagueiam (passe a redundância) uns manuais importados dos EUA.

Ora o ataque aos problemas de gestão dominantes nas empresas portuguesas não passa por aí.

É preciso compreender, tê-la vivido mesmo, a cultura de gestão á portuguesa, os seus pilares e traços fundamentais, bem como a influência, pela positiva e pela negativa, do quadro regulamentar e normativo que incide sobre a empresa para se poder congeminar estratégias de melhoria da situação.

Mas os sinais que identifico do que li é que os papagaios que se perfilam não perceberam nada disso. Desde logo partem de um enorme equívoco: o de que a gestão das grandes empresas é boa e a das pequenas é fraca, porque os gestores das pequenas empresas têm baixa escolaridade (ou diplomas de grau mais baixo).

Talvez se deva começar por perguntar com alguma minúcia aos gestores (de pequenas e grandes empresas) o que é que os move; o que é que está efetivamente por detrás do seu movimento e ação; ou quais são os seus objetivos enquanto empreendedor e gestor de uma empresa.

JCG 02.06.2016

Abri esta notícia com a intenção de lavrar o meu apoio tendo em conta o título da notícia, mas quando vejo o nome da coisa fica tudo estratago

Atualmente, não há merdice que para dar cagança à coisa não adopte um nome em inglês. É a atualização do ancestral tocar piano e falar francês.

Tal tendência enoja-me, e pior: com a autoridade que me assiste decorrente de muitas décadas de vida, algum honesto estudo e muita reflexão, tendo a inferir a qualidade do conteúdo dos cránios pais destas escolhas a partir das erscolhas que fazem, ou seja, cránios cheios de poluição e confusão, autênticos abortos cívicos e culturais.

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