Economia SEF desconvoca greve após compromisso do Governo na contratação de 100 inspectores

SEF desconvoca greve após compromisso do Governo na contratação de 100 inspectores

A greve agendada para quinta e sexta-feira nos aeroportos nacionais foi desconvocada depois do aproximar de posições com o Governo que, através do Ministério das Finanças, deu autorização para a contratação de 100 novos inspectores.
SEF desconvoca greve após compromisso do Governo na contratação de 100 inspectores
Correio da Manhã
David Santiago 23 de agosto de 2017 às 19:29

A greve do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) agendada para a próxima quinta e sexta-feira, 24 e 25 de Agosto, que se repercutiria nos aeroportos nacionais, em especial no funcionamento do aeroporto de Lisboa, foi desconvocada na tarde desta quarta-feira, 23 de Agosto. 

Em comunicado enviado às redacção, o Ministério da Administração Interna refere que depois da reunião hoje realizada com o Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do SEF, "foi possível aproximar as posições do Governo e daquele Sindicato, pelo que a greve anunciada será desconvocada".

Segundo o Ministério tutelada por Constança Urbano de Sousa, o SEF considerou suficiente a autorização dada pelo Ministério das Finanças no sentido da abertura de um concurso externo para a contratação de 100 novos inspectores, que se soma ao procedimento interno que neste ano já fez chegar àquele serviço 45 novos inspectores. 

"O Sindicato entendeu os esforços realizados no sentido de reforçar os recursos humanos do SEF, nomeadamente através da autorização, hoje concedida pelo Ministério das Finanças, para a abertura de um procedimento concursal com vista ao recrutamento externo de 100 novos inspectores, que acresce ao concurso interno que já permitiu este ano dotar o SEF de 45 novos inspectores". pode ler-se na nota enviada às redacções.  

O Governo acrescenta que além dos 100 inspectores a contratar através de concurso externo, o SEF será dotado com mais 135 inspectores mediante concursos internos. Assim, no total "o SEF vai ver reforçado o seu quadro de pessoal" com 235 novos inspectores, explicita o Executivo socialista. 

"O Ministério da Administração Interna continuará a diligenciar no sentido de reforçar os recursos do SEF para o cumprimento das suas missões, nomeadamente o controlo de fronteiras, a documentação de estrangeiros e a investigação criminal", adianta ainda o Governo no citado comunicado. 

Na terça-feira,  a ANA (Aeroportos de Portugal) lançou um alerta aos passageiros com viagem marcada para os dois dias de greve avisando para perturbações que exigiriam a chegada ao aeroporto com pelo menos com quatro horas de antecedência relativamente ao horário dos respectivos voos com destino externos à União Europeia.


(Notícia actualizada às 19:44)




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mais votado Anónimo 23.08.2017

Entre 2011 e 2015, a função pública perdeu 69064 pessoas das 100 mil identificadas como colaboradores excedentários, uma redução de 9%. Não houve despedimentos. Não se fez gestão de recursos humanos porque a lei e os tribunais não deixaram. Ofereceram-se reformas antecipadas, saídas voluntárias com indemnização segundo a lei em vigor, licenças sem vencimento, mas não se pôde despedir excedentários onde eles existiam. Foi um processo caro e ineficiente porque gestão de recursos humanos implica que quem fica e quem é convidado a sair seja escolhido com base em critérios rigorosos bem definidos que vão ao encontro das necessidades e expectativas do empregador de acordo com a sua missão, visão e real propósito que não é seguramente empregar colaboradores. Foi o que se conseguiu numa jurisdição, cultura e sociedade como a portuguesa. Contudo, de lá para cá esse número tem vindo a reduzir-se. A este ritmo, no final das legislaturas socialistas o saldo será positivo tendo por base 2011.

comentários mais recentes
Anónimo 24.08.2017

Pois,o que o sindicato quer é um concurso externo para lá meter os famíliares e os amigos.Há dias dizia que tinham entrado, mas eram internos.Qual a diferença?Esta. São funcionáros públicos , por isso não aumentam o nº,mas para o sindicato não serve, pois têm muitos amigos à espera.Os tem são sufici

Mr.Tuga 24.08.2017

Absolutamente extraordinário estes xuxas DESgovernantes.....

Eles não querem aborrecer nem criar atritos com a rapaziada da FP! A mínima ameaça abrem logo as PERNAS DO CONTRIBUINTE!
PORC*S sem vergonha.... DESPESISTAS RUINOSOS E MISERAVEIS! Em vez de emagrecer o ESTADO OBESO ....

Anónimo 23.08.2017

Entre 2011 e 2015, a função pública perdeu 69064 pessoas das 100 mil identificadas como colaboradores excedentários, uma redução de 9%. Não houve despedimentos. Não se fez gestão de recursos humanos porque a lei e os tribunais não deixaram. Ofereceram-se reformas antecipadas, saídas voluntárias com indemnização segundo a lei em vigor, licenças sem vencimento, mas não se pôde despedir excedentários onde eles existiam. Foi um processo caro e ineficiente porque gestão de recursos humanos implica que quem fica e quem é convidado a sair seja escolhido com base em critérios rigorosos bem definidos que vão ao encontro das necessidades e expectativas do empregador de acordo com a sua missão, visão e real propósito que não é seguramente empregar colaboradores. Foi o que se conseguiu numa jurisdição, cultura e sociedade como a portuguesa. Contudo, de lá para cá esse número tem vindo a reduzir-se. A este ritmo, no final das legislaturas socialistas o saldo será positivo tendo por base 2011.

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