Economia Taxa de desemprego baixa para 10,1% no primeiro trimestre

Taxa de desemprego baixa para 10,1% no primeiro trimestre

A taxa de desemprego baixou para 10,1% no primeiro trimestre do ano, anunciou esta quarta-feira o INE. A economia criou 145 mil empregos num ano, no maior aumento desde o final de 2013.
Taxa de desemprego baixa para 10,1% no primeiro trimestre
Reuters
A taxa de desemprego baixou para 10,1% no primeiro trimestre deste ano. O valor baixou 2,3 pontos face ao mesmo período do ano passado e é agora o mais baixo em pelo menos sete anos.

Apesar de a proporção de desempregados ter ficado acima do que previa o ministro da Economia, que apostava numa taxa abaixo dos 10% já no primeiro trimestre, o mercado de trabalho dá sinais de mais forte dinamismo na criação de emprego.



A economia criou 144,8 mil postos de trabalho em termos homólogos, num aumento de 3,2%, que de acordo com as explicações do INE é o mais alto desde o quarto trimestre de 2013.

E ao contrário do que é habitual o emprego também avançou no início do ano quando comparado com o trimestre anterior (0,3%). 

Do total de pessoas que estavam desempregadas no final do ano passado, 40% saíram dessa situação:22% arranjaram emprego e 17,8% tornaram-se inactivas. 

Com 524 mil pessoas oficialmente reconhecidas como desempregadas, o número regista uma diminuição homóloga de 18,2%, que também é a maior desde o 3º trimestre de 2013. 

Taxa de desemprego é a mais baixa em sete anos

A taxa de desemprego nunca tinha sido tão baixa desde o início da série do INE, que começa em 2011. Ou seja, em pelo menos sete anos.

A Madeira regista agora a mais alta taxa de desemprego (12,5%), seguida da região Norte (10,9%), enquanto a região centro apresenta a taxa mais baixa (8,1%).

Notícia actualizada às 12:11 com mais informação.







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mais votado Anónimo 10.05.2017

Como o número de ofertantes de factor trabalho aos quais é atribuído um subsídio de desemprego ou estão inscritos nos institutos e centros de emprego, mais a população em idade activa que não é oferta para o mercado de trabalho ainda que o pudesse ser e não está registada como desempregada na Zona Euro é muito mais alto do que os dados oficiais que incidem sobre o desemprego, tal como conclui um estudo do Banco Central Europeu, resta saber que sentido é que hoje em dia tem anunciarem-se estas taxas oficiais de desemprego. Provavelmente o trabalho por si só já não é uma boa medida para aferir a saúde de uma economia nem a sua evolução à escala temporal, mas antes o trabalho e o capital sejam medidas mais correctas, porque para além dos salários pagos a quem oferece factor trabalho e dos lucros empresariais, os agentes económicos obtêm cada vez mais rendimentos e criam cada vez mais valor através das rendas, mais-valias, dividendos, royalties sobre propriedade intelectual e juros.

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Anónimo 10.05.2017

Temos de entender que há muito português corrupto, maldoso e pouco sério, pessoas daninhas que vivem de toda a porcaria que levou a República à bancarrota. Essa gente não quer ouvir falar em reformas quer elas sejam sugeridas pelo FMI, pela UE ou pela OCDE. Para eles o pré-troika é que é bom. Ladroagem pura. Não sabem outra coisa na vida.

Anónimo 10.05.2017

Para o sindicalista anónimo com vários nomes, fervoroso adepto das esquerdas, que está completamente viciado na leitura horária dos comentários neste jornal, Portugal é uma das raras excepções pela negativa, tal como todos os países mal geridos e em maiores dificuldades do mundo desenvolvido, no tocante a esse processo de substituição de factor produtivo trabalho por factor produtivo capital. Não será estranho portanto ser um país sob constante ameaça de falência.

Anónimo 10.05.2017

Não são os médicos e enfermeiros que ganham pouco...

Os professores universitários, juízes e magistrados é que ganham demais.

Toca a cortar os salários e privilégios desta malta... para se poder baixar o IRS.

Anónimo 10.05.2017

Politicos da treta que se deixam dominar/comprar pelo corporativismo. Se querem baixar o desemprego é abrir vagas para medicina.

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