Orçamento do Estado Centeno baixa expectativas da esquerda para OE 2018

Centeno baixa expectativas da esquerda para OE 2018

Ministro das Finanças quer usar uma eventual folga orçamental gerada por maior crescimento económico para reduzir a dívida pública. Centeno tenta assim condicionar as negociações do Orçamento para 2018.
Centeno baixa expectativas da esquerda para OE 2018
Bruno Simão/Negócios
Marta Moitinho Oliveira 25 de maio de 2017 às 00:01
O ministro das Finanças quer usar a eventual folga orçamental gerada por um crescimento económico acima do previsto para reduzir a dívida pública. A intenção foi transmitida por Mário Centeno numa entrevista à Reuters e pretende assim baixar as expectativas dos partidos de esquerda nas negociações para o Orçamento do Estado para 2018.

"A folga a existir tem de ser para criar melhores condições nestas dimensões [de financiamento da economia] ou seja nós não podemos pôr em causa as nossas metas", disse o governante, garantindo, também, que não deixará de "colocar a gestão financeira do Orçamento ao serviço das políticas que temos no programa do Governo".

Porém, Centeno destaca a "importância que este Governo dá às condições de financiamento da economia portuguesa" e que "é um objectivo central da governação porque elas não afectam apenas o Estado", explicou.

A intenção revelada por Centeno à Reuters acontece numa altura em que o Executivo já negoceia com Bloco, PCP e Verdes o Orçamento do Estado para 2018. Assim que foram conhecidos os resultados do PIB no primeiro trimestre – em que a economia cresceu ao ritmo mais alto de quase 10 anos –, o partido de Catarina Martins defendeu que um crescimento acima do previsto teria de ser convertido em mais investimento público em saúde e educação. Só assim seria "válido", argumentou a deputada Mariana Mortágua.

Segundo contas das Finanças, um crescimento de 2,2% este ano e 2,4% no próximo ano - o ministro já admite que este ano o PIB cresça acima de 2% - pode gerar um défice mais baixo em 2018 em cerca de 200 milhões de euros.



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mais votado Anónimo 25.05.2017

O JdN consegue certamente arranjar colaboradores inteligentes capazes de explorar os grandes assuntos da realidade económica contemporânea e elaborar sobre o tema do inevitável desaparecimento ou encolhimento acelerado da chamada classe média no mundo desenvolvido , fenómeno este que em nada está dissociado dos problemas que Portugal se recusa a enfrentar, ainda que FMI, UE e OCDE o andem a avisar desde há uns anos a esta parte: http://www.pewsocialtrends.org/2015/12/09/the-american-middle-class-is-losing-ground/

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Anónimo 25.05.2017

A esquerdalhada geringonceira que aqui vem comentar de 5 em 5 minutos, não só não sabe o que é um sistema económico criador de valor, como também se distingue pela negativa em termos de elevação, capacidade de argumentação e nível intelectual do discurso. Pela amostra das injustas e ruinosas políticas que insistem em defender veementemente contra tudo e contra todos no mundo mais rico e desenvolvido feito de sociedades mais justas e esclarecidas do que actual sociedade portuguesa tomada por associações de malfeitores protegidos pelas leis em vigor, nem outra coisa seria de esperar. O rating da Moody's assenta-vos tão bem...

As reformas do PSD 25.05.2017

As reformas que o PSD defende são as seguintes:- Salario mínimo de €300 e o medio de €500; fim do SNS e entrega da saude e ensino ao privado; privatização de tudo o que é publico designadamente a CGD e a SS; abolição do subsídio de ferias e natal; semana de trabalho de 50 horas; fim das ferias, etc

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O Mago Centeno já nos mostrou o nº de reduzir o défice c/dívida. Agora está a ensaiar um novo nº mais elaborado: reduzir a dívida c/dívida.

Jonykjones 25.05.2017

Ó Anónimo profeta do MAFARRICO...o que tu queres é o pissão do drogado de MASSA MÁ heheheeh

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