Política PSD continua muito abaixo do PS na véspera de escolher entre Rio e Santana

PSD continua muito abaixo do PS na véspera de escolher entre Rio e Santana

A sondagem da Aximage para o Negócios e o Correio da Manhã mostra que os sociais-democratas, que este sábado elegem o futuro líder do partido, continuam muito distantes do PS, que permanece numa zona próxima da maioria absoluta.
David Santiago 12 de janeiro de 2018 às 18:00

Numa altura em que escolhe o futuro presidente do partido, o PSD permanece muito aquém do PS nas intenções de voto, incapaz de recuperar terreno para os socialistas que, por sua vez, continuam com intenções de voto que os colocam próximos da maioria absoluta.

 

A sondagem da Aximage para o Negócios e o Correio da Manhã, com base em 600 entrevistas realizadas entre os dias 6 e 9 de Janeiro, atribuem 40,2% das intenções de voto ao PS, o que representa uma ligeira subida de 0,3 pontos percentuais face ao barómetro de Dezembro.

 

Por sua vez, o PSD sobe muito ligeiramente (+0,1 pontos) para 26,2%, vendo assim aumentar a distância para os socialistas que agora se cifra em 14 pontos percentuais.

 

O Bloco de Esquerda mantém a terceira posição com 9,2%, enquanto a CDU (coligação entre PCP e Verdes) é a força política que mais cai entre Dezembro e Janeiro (-0,7 pontos percentuais) ao recuar para 6,8%. Apesar de também registar um ténue recuo, o CDS obtém 6,2% das intenções de voto e encurta a distância para a aliança protagonizada por Jerónimo de Sousa.

 

Numa fase em que o PSD discute a futura liderança, com as directas sociais-democratas a terem lugar este sábado, 13 de Janeiro, aparentemente a disputa entre Rui Rio e Santana Lopes não parece ter permitido ao partido mobilizar eleitorado. Por outro lado, a polémica relacionada com o caso Raríssimas, que acabou por ditar a demissão do secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, também não afectou negativamente as intenções de voto do PS.

 

Costa com popularidade ainda muito abaixo ao período anterior a Pedrógão


O barómetro da Aximage revela ainda que a popularidade do primeiro-ministro António Costa aumentou no último mês, passando de 10,9 pontos em Dezembro para 11,5 pontos em Janeiro.

 

Contudo, o também secretário-geral socialista regista índice de aceitação pública muito abaixo daqueles que se verificavam antes da tragédia de Pedrógão Grande, em Junho do ano passado. A popularidade de Costa foi fortemente prejudicada pelos incêndios do ano passado, uma vez que os dois rombos sofridos se verificaram após Pedrógão, primeiro, e depois dos fogos dos dias 15 e 16 de Outubro, que afectaram predominantemente o centro do país. 


Ainda assim, a melhoria alcançada por António Costa permite ao líder do Governo recuperar a posição cimeira de líder partidário mais popular, superando a coordenadora bloquista, Catarina Martins, que cai para 10,3 pontos. Os líderes do CDS, Assunção Cristas, e do PCP, Jerónimo de Sousa, surgem praticamente empatados, com níveis de aceitação negativos de 9,0 pontos e 8,9 pontos, respectivamente.

O presidente cessante do PSD, Passos Coelho, não tem a sua popularidade medida pela Aximage desde Outubro, mês em que anunciou que não se recandidataria à liderança do partido na sequência da pesada derrota sofrida pelos sociais-democratas nas autárquicas.

Casos na Saúde põem Adalberto Campos Fernandes como o pior ministro

 

Depois de em Novembro Tiago Brandão Rodrigues, ministro da Educação, ter substituído a ex-ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, como o pior ministro do Governo socialista, no barómetro de Janeiro é o titular da pasta da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, o ministro pior avaliado.

 

Para 15,2% dos inquiridos pela Aximage, Adalberto Campos Fernandes é o pior ministro da equipa chefiada por António Costa, uma avaliação que poderá estar relacionada com os vários casos ocorridos nesta área.

 

Desde as urgências entupidas durante o período festivo do Natal e Ano Novo, aos casos de Legionella em hospitais públicos ou à questão relacionada com transferência da sede do Infarmed para o Porto, o último mês foi difícil para Adalberto Campos Fernandes.

 

Também Vieira da Silva, com 11,5% dos entrevistados a verem o ministro da Segurança Social como o segundo pior membro da equipa liderada por Costa, surge possivelmente prejudicado pelo já referido caso Raríssimas.

 

Em alta continua o ministro das Finanças. Mário Centeno é considerado o melhor ministro por 42,6% dos inquiridos. Centeno assumiu esta sexta-feira a liderança do Eurogrupo.






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mais votado Anónimo 13.01.2018

Dinamarca e o chamado Modelo Nórdico que permite maximizar a criação de valor e minimizar a extracção daquele. Um Estado de Bem-Estar Social que existe acima de tudo para criar um mercado laboral verdadeiramente flexível e um mercado de capitais forte e dinâmico: "Denmark has the highest share of top performing companies in the EU in 2017. According to our Investment Report 2017/2018 for Demark, the country’s companies are outstanding also in another respect - nine out of ten have invested over the last financial year, making them the most investment-active businesses in the EU. Find out more:" eibis.eib.org/eibis-2017#!/denmark

comentários mais recentes
Anónimo 13.01.2018

Numa economia, existem 2000 cientistas de foguetões reutilizáveis distribuídos pelos cargos de chefia do sector público, do ensino privado e das empresas privadas de transporte terrestre que nada têm a ver com foguetões. Essa economia precisa de 2000 cientistas de foguetões reutilizáveis, mas tem 2000 chefes a mais no sector público, no ensino privado e nas empresas privadas de transporte terrestre. Estes chefes têm carreiras cheias de bónus, benefícios e progressões automáticas por antiguidade que os seus sindicatos negociaram com governantes eleitoralistas ao longo dos anos. O dinheiro que o sector público, o ensino privado e as empresas privadas de transporte terrestre gastam para pagar a esses 2000 chefes desnecessários, mal alocados e incrivelmente qualificados em ciência de foguetões reutilizáveis é equivalente ao que seria necessário ao mercado de capitais doméstico para investir no sector dos foguetões reutilizáveis naquela economia. O mercado laboral é rígido. O que fazer?

Anónimo 13.01.2018

As pessoas podem-se autopropor enquanto ofertantes de factor trabalho no mercado de trabalho assalariado, avençado ou seja lá o que for. A partir do momento que um conjunto de leis permite que essas pessoas, quando chegadas a uma situação de injustificável sobreemprego ou sobrepagamento, sejam excedentárias de carreira ou sobrepagas bem acima do preço de mercado, o Estado, a economia e sociedade sofrem as consequências negativas e obviamente toda a pessoa contribuinte, utente, consumidora, trabalhadora com real procura de mercado, inovadora, empreendedora, investidora ou accionista, é implacavelmente prejudicada devido à actividade daninha das primeiras. A economia empobrece, o Estado definha, a sociedade torna-se iníqua. As oportunidades que o mercado global sempre em mudança oferece não são eficazmente aproveitadas. Mortes perfeitamente evitáveis acontecem também... E é isto que tem de mudar em Portugal. E não vai ser com este gajedo das esquerdas unidas.

Anónimo 13.01.2018

Portugal tem uma economia que se insere no grupo das economias avançadas, é considerado um país desenvolvido e uma economia rica, de elevado rendimento, porque efectivamente, a nível quantitativo e qualitativo, cria valor na economia mundial acima de determinados patamares que lhe conferem esse estatuto. Contudo, nesses grupos ou categorias, Portugal é desde há muito um dos últimos, está na cauda, e recusa-se a sair dessa condição tendo inclusivamente sido ultrapassado por vários outros países nas últimas décadas. E o último resgate internacional é corolário lógico disso mesmo. Para que tal não se repita, a sociedade portuguesa tem que perceber que tanto a extorsão legal apresentada sob a forma de excedentarismo sindicalizado de carreira à prova de mercado como a extorsão ilegal, criminosa, apresentada sob a forma de tráfico de influências e corrupção, devem ser cada vez mais limitadas e melhor combatidas para benefício da sustentabilidade e equidade num novo Portugal criador de valor.

Anónimo 13.01.2018

A aversão marxista à tecnologia que poupa em factor trabalho aconteceu numa época anterior ao advento da inteligência artificial e robótica avançadas. Hoje a sua lógica é muito mais descabida para não dizer estúpida uma vez que aquelas tecnologias atingiram um patamar tal que seria absolutamente idiota não as querer implementar e utilizar tornando os produtos homogeneamente melhores, mais eficazes, mais eficientes e mais baratos para os utilizadores e consumidores, e permitindo aos ex-trabalhadores um reposicionamento, naturalmente evolutivo, enquanto agentes económicos, na direcção da inovação, do investimento e do empreendedorismo, ao mesmo tempo que o Estado de Bem Estar-Social sai reforçado e os espaços para o lazer, o voluntariado comunitário ou humanitário e a criatividade se alargam.

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