Empresas Américo Amorim vende Gierlings-Velpor à suíça Lantal

Américo Amorim vende Gierlings-Velpor à suíça Lantal

A “holding” da família de Américo Amorim vendeu à suíça Lantal Textiles o controlo da Gierlings-Velpor, um dos principais produtores europeus de veludos e de peles sintéticas, de Santo Tirso.
Américo Amorim vende Gierlings-Velpor à suíça Lantal
Paulo Duarte
Rui Neves 02 de dezembro de 2016 às 11:12

A "holding" da família Amorim anunciou esta manhã, 2 de Dezembro, um acordo para a aquisição pela suíça Lantal Textiles AG de uma participação de contolo na Gierlings-Velpor, um dos principais produtores europeus de veludos e de peles sintéticas.

"A Lantal Textiles e a Amorim estão convictas que esta operação trará um valor acrescentado significativo à Gierlings-Velpor e a todos os seus ‘stakeholders’, devido à perspectiva de forte crescimento esperada para a empresa", considera o grupo Amorim, em comunicado, adiantando que a "holding" do homem mais rico de Portugal "mantém-se como accionista, com um membro não executivo no conselho de administração, assegurando uma transição bem sucedida".

O anúncio desta operação, adianta o mesmo comunicado, foi precedido por uma parceria de cinco anos entre a Lantal e a Gierlings-Velpor, que "possibilitou à empresa portuguesa produzir 40% do veludo da Lantal para os mercados ferroviário, eléctrico e de autocarros".

Ambas as empresas "encaram esta transacção como um passo crucial na evolução da Gierlings-Velpor no sentido de promover uma maior proximidade com a sua base de clientes, reforçar a qualidade dos seus produtos e as suas capacidades de inovação, bem como melhorar a penetração no mercado das novas colecções da Gierlings-Velpor nas suas principais áreas de actividade".

Fundada em 1808, a empresa de Santo Tirso pertenceu à família Amorim durante 28 anos. A Gierlings-Velpor nasceu em 1992, de uma "joint-venture" entre a família alemã Gierlings e a família Amorim, que detinha a Velpor desde 1988.

Em 2003, o grupo Amorim toma o controlo total da empresa, que em 2007 perdeu o seu CEO, Carlos Trocado Ferreira, para a então líder mundial do sector, a italiana Redaelli. Porque Amorim, justificou Ferreira, não aceitou o seu plano estratégico para tornar a Gierlings-Velpor líder mundial nesta actividade.

A empresa de Santo Tirso, que se afirma como um dos principais "players" europeus de veludo e peles sintéticas para a área de moda, tecidos técnicos, estofos e transporte, "é uma fornecedora de algumas das mais prestigiadas marcas de moda, design e decoração do mundo".

A Gierlings-Velpor, que emprega 120 trabalhadores, fechou o exercício de 2015 com uma facturação da ordem dos oito milhões de euros, dos quais cerca de 90% nas exportações. 

Já a Lantal, empresa que adquiriu o controlo do capital da Velpor, foi criada em 1886 e posiciona-se como uma empresa têxtil suíça "líder na concepção, produção e distribuição de têxteis, peças e serviços para interiores de escritórios, aviões, comboios, autocarros, com forte presença internacional".

De acordo com o comunicado emitido pelo grupo Amorim, a Lantal fornece inúmeras companhias aéreas, fabricantes de fuselagens e de veículos, assim como muitos operadores ferroviários e de autocarros".


(Notícia actualizada às 16:49)




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comentários mais recentes
Anónimo 02.12.2016

Eles andam a desfazer-se de tudo, irão emigrar?

Anónimo 02.12.2016

Algo não bate certo com a afirmação do ex CEO ao afirmar que Amorim não aceitou o SEU plano estratégico para tornar a Gierlings-Velpor líder mundial nesta actividade". Sempre pensei que o grupo Amorim gostava de ser líder mundial nos sectores de negocio do grupo. Cortiça, petróleo etc

JOAO 02.12.2016

este ANONIMO (PAF) que aqui para tem uma disfuncionalidade permanente (é diferente do outro). faz copy pasts todos os dias para criar ODIO referindo mentiras uma em cima das outras. Se estás mal disfuncional EMIGRA que está visto que não tens que fazer anormal

helder 02.12.2016

Capitalistas deviam estar todos presos. Bem procuradinho, não há um único que não deva ter cometido crimes financeiros. Mas na prisão também se deviam dar bem, desde que fossem mais ricos do que os outros presos.

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