Empresas CTT quer reduzir mais 800 postos de trabalho em três anos

CTT quer reduzir mais 800 postos de trabalho em três anos

Além dos 200 empregos que já estão a ser cortados, os CTT querem reduzir mais 800 postos de trabalho nos próximos três anos.
CTT quer reduzir mais 800 postos de trabalho em três anos
Miguel Baltazar/Negócios
Alexandra Machado 19 de dezembro de 2017 às 17:10
Os CTT lançaram um plano de redução de custos que pretende actuar ao nível da rentabilidade da empresa.

Um dos pontos da redução de custos é a diminuição de postos de trabalho. O objectivo é, a três anos, cortar 800 empregos, o que se junta à redução dos 200 que estão em curso.

O Negócios sabe que já aceitaram sair cerca de 140 pessoas, sendo que a redução de 200 efectivos representa um custo de 14 milhões de euros para a companhia.

Para os próximos três anos a empresa liderada por Francisco Lacerda quer reduzir mais ainda, esperando que haja cerca de 200 a 250 saídas consideradas naturais e que incluem reformas. Mas também a opção de cortar contratos a prazo que no universo dos CTT totalizam 500 pessoas. E haverá um programa para rescisões por mútuo acordo.

A maior parte sairá na parte de operações que será reorganizada e mais automatizada. O redesenho dos circuitos de organização é o objectivo a prosseguir.

Além das mexidas na optimização das operações, poderá haver reduções de pessoal nos serviços centrais devido a processos de digitalização de tarefas administrativas.

Este plano de transformação operacional, como os CTT lhes chama, pretende actuar ao nível dos custos. Os CTT pretendem também cortar remunerações aos administradores e limitar aumentos salariais. Além de pretender reduzir custos com fornecimento e serviços externos.



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mais votado Anónimo 20.12.2017

Foi fraquinha a reestruturação, mas o enquadramento legal português, infelizmente, não dá para mais.

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Anónimo 20.12.2017

É bom que os sindicalistas portugueses se comecem a habituar às rondas de despedimentos quando estas são mais do que necessárias em determinada organização porque sem gestão de recursos humanos não existe equidade e sustentabilidade económica, criação de riqueza, nem soberania nacional. Adaptem-se à evolução civilizacional.

Anónimo 20.12.2017

Normal em qualquer economia desenvolvida do mundo livre. Acontece quase todos os dias. A boa gestão de recursos humanos é o maior antídoto para a extracção de valor que luta pelo seu espaço fazendo frente à criação de valor, e que, invariavelmente, leva ao empobrecimento e à mendicante dependência externa.

Anónimo 20.12.2017

Foi fraquinha a reestruturação, mas o enquadramento legal português, infelizmente, não dá para mais.

Anónimo 20.12.2017

A empresa Finlandesa de serviços postais Posti, empresa pública daquela jurisdição escandinava que é uma economia rica e avançada com elevado índice de desenvolvimento humano e dotada de uma cultura cívica e democrática do mais alto calibre, despediu entre 2015 e 2016 7600 colaboradores permanentes tidos como excedentários à luz das reais forças de mercado ditadas pelos gostos, hábitos, necessidades, expectativas e preferências dos clientes e a concorrência movida pelos competidores domésticos e globais, a que o progresso tecnológico nunca é alheio. "Digitalization has already reduced overall delivery volumes to the level of the 1960s. Therefore, we must adapt and reform our operations in order to ensure that Posti will still maintain its financial capability to build new business in order to compensate for mail delivery." https://www.apex-insight.com/posti-sees-job-cuts-in-the-offing/

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