Empresas Lucros da Corticeira Amorim sobem 7,4% com aumento das vendas

Lucros da Corticeira Amorim sobem 7,4% com aumento das vendas

A empresa liderada por António Rios de Amorim fechou o primeiro semestre com lucros de 37,7 milhões de euros, um valor aquém do esperado pelos analistas.
A carregar o vídeo ...
Rita Faria 02 de agosto de 2017 às 07:34

A Corticeira Amorim fechou os primeiros seis meses deste ano com lucros de 37,7 milhões de euros, o que representa uma subida de 7,4% face ao mesmo período do ano passado. Este valor fica abaixo do esperado pelos analistas do BPI, que antecipavam um resultado líquido de 43,7 milhões de euros.

Também os lucros do segundo trimestre – que caíram 3,2% para 20,5 milhões de euros - ficaram aquém das projecções dos especialistas, que apontavam para 26 milhões.

Em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a empresa liderada por António Rios de Amorim justifica a melhoria dos resultados na primeira metade do ano com o crescimento das vendas, que atingiram 354,8 milhões de euros no semestre, uma subida de 6,2% face ao período homólogo.

Esta evolução representa, ainda assim, um abrandamento face ao ritmo de crescimento no primeiro trimestre (9,6%), que a empresa explica com "o diferencial de número de dias de trabalho" nestes períodos.

Para o aumento das vendas contribui principalmente a evolução na unidade de negócio das rolhas, a mais importante da Corticeira Amorim, com um crescimento de 8,6%, obtido pelo efeito volume, a que se junta um impacto cambial positivo de cerca de 3,8 milhões de euros.

O EBITDA fixou-se nos 70,6 milhões de euros, um aumento de 7,2% relativamente ao primeiro semestre de 2016 que resultou numa nova melhoria do rácio de EBITDA sobre as vendas, que passou de 19,7% para os 19,9%.

Ao nível dos indicadores financeiros, a Corticeira Amorim continuou a beneficiar de reduzidos níveis de endividamento e de taxas de juro mais baixas.

No final do semestre deste ano, a dívida remunerada líquida ascendia a 11 milhões de euros, o que compara com os 36 milhões registados no final do exercício de 2016. O rácio de autonomia financeira elevou-se aos 57%.




A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
pub