Empresas Maior accionista investe 2 milhões nos CTT após plano de corte de custos

Maior accionista investe 2 milhões nos CTT após plano de corte de custos

A Gestmin reforçou a posição no capital dos CTT através de diversas operações de compra em bolsa efectuadas dias depois de apresentado o plano de reestruturação da empresa.
Maior accionista investe 2 milhões nos CTT após plano de corte de custos
Pedro Elias
Nuno Carregueiro 05 de janeiro de 2018 às 19:42

O maior accionista dos CTT reforçou a aposta na cotada liderada por Francisco Lacerda, com compras em bolsa desde 29 de Dezembro, que representaram um investimento próximo dos 2 milhões de euros.

 

De acordo com um comunicado emitido pelos CTT para a CMVM, a Gestmin comprou um total de 528.250 acções da cotada, entre as sessões de 29 de Dezembro de 2017 e 4 de Janeiro deste ano.

 

As acções foram adquiridas a um preço médio entre 3,5048 e 3,7103 euros, sendo que nos quatro dias em que os títulos foram adquiridos o investimento efectuado foi de 1,925 milhões de euros.

 

Após estas compras, a Gestmin passou a controlar mais de 17 milhões de acções dos CTT, que representam 11,36% do capital da empresa de correios.

 

A empresa de Manuel Champalimaud reforça assim o estatuto de maior accionista dos CTT, posição que já ocupava da forma destacada antes deste reforço. Somando as posições detidas directamente pelos gestores ligados à Gestmin, esta empresa controla 11,61% dos CTT.

 

Este reforço de posição do maior accionista representa um voto de confiança no plano de reestruturação dos CTT, que foi apresentado ao mercado uns dias antes destas compras de acções. Foi a 19 de Dezembro que a empresa liderada por Francisco Lacerda anunciou um plano de corte de custos que pressupõe a eliminação de 800 postos de trabalho até 2020. Um plano que arrancou já este ano, com o anúncio de fecho de 22 lojas dos CTT.

A Global Portfolio Investments, que é o segundo maior accionista dos CTT também deu sinais de confiança na cotada. Foi ontem anunciado que a firma espanhola que controla a fabricante de roupa infantil Mayoral passou a deter 8.492.745 acções dos CTT, que correspondem a 5,6618% do capital da companhia liderada por Francisco Lacerda.

 

Depois de terem liderado as quedas no PSI-20 com perda de quase metade do valor, as acções dos CTT acumulam este ano uma valorização de 5,39%. Hoje ganharam 0,16% para 3,696 euros.




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mais votado Anónimo Há 1 semana

O BancoCtt baixou a taxa bruta de remuneração dos depósitos a prazo a partir de 05/01/2018 para 0,15% ao ano.
A taxa anual de inflacção prevista é de 1,5%. Portanto a inflacção é 10 vezes superior à taxa de remuneração.
100.000,00 euros depositados a prazo valem ao fim de um ano menos 1.350,00 euros.
Mas o BancoCtt não é dos piores.

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Anónimo Há 1 semana

CTT vai subir bem

Anónimo Há 1 semana

O BancoCtt baixou a taxa bruta de remuneração dos depósitos a prazo a partir de 05/01/2018 para 0,15% ao ano.
A taxa anual de inflacção prevista é de 1,5%. Portanto a inflacção é 10 vezes superior à taxa de remuneração.
100.000,00 euros depositados a prazo valem ao fim de um ano menos 1.350,00 euros.
Mas o BancoCtt não é dos piores.

Ciifrão Há 1 semana

Já não falta muito para ser dono dos CTT, depois é só por o negócio a funcionar. Ao contrário do que se afirma o negócio dos CTT não está em declínio, o que está em extinção é a distribuição de cartas com o recibo da reforma aos velhinhos pobres, correspondência que interessa pouco distribuir.

Há 1 semana

Conversa da treta para comer otários. Os CTT já foram e nem sequer cumprem os serviços mínimos contratados. É uma combinação para rebentar com a o que resta da justiça e do estado de direito, com a indiferença geral dos portugueses, esse bando de baratas.

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