Energia Governo defende aspectos ambientais positivos das barragens no Tâmega

Governo defende aspectos ambientais positivos das barragens no Tâmega

Apesar do impacto ambiental que as três centrais da Iberdrola vão ter, a energia renovável que vai ser produzida vai contribuir para a redução de emissões poluentes em Portugal, defende o Executivo.
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André Cabrita-Mendes 09 de fevereiro de 2017 às 16:00

O Governo defende que as três barragens da Iberdrola no rio Tâmega têm vantagens ambientais. A electricidade produzida a partir de fontes renováveis vai contribuir para a redução de emissões poluentes, aponta o Executivo. A água usada para produzir electricidade vai substituir o uso de combustíveis fósseis como o carvão, reduzindo as emissões.

 

"Nas questões ambientais, apesar de algumas dimensões menos boas, existem também aspectos que devemos enunciar como positivos. É esse equilíbrio entre aquilo que são as questões menos boas com as que são boas que estes projectos fazem sentido", começou por explicar o secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins (na foto ao centro).

 

"A mais-valia resultante de mais energia a partir de fontes renováveis é um contributo importante para a redução dos efeitos de gases estufa e é uma peça relevante para que possamos cumprir os compromissos assumidos em Paris", afirmou, referindo-se à cimeira de alterações climáticas que teve lugar na capital francesa em 2016, a COP21.

 

As declarações do governante tiveram lugar esta quinta-feira, 9 de Fevereiro, em Ribeira de Pena, Vila Real, onde a Iberdrola fez uma apresentação do projecto à imprensa e autoridades oficiais.

 

A eléctrica espanhola está a construir três centrais hidroeléctricas no valor total de 1.500 milhões de euros nesta região com uma capacidade instalada de 1.158 megawatts (MW). As obras tiveram início em 2014 e vão estar concluídas em 2023.

 

O projecto tem sido bastante criticado pelo grupo ambientalista Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA) que considera que as três barragens vão encarecer a factura da luz em 2% a 3%. "É uma fraude", disse o presidente da GEOTA em entrevista à SIC Notícias esta quinta-feira. João Joanaz de Melo defende que o projecto é irrelevante em termos de produção de energia eléctrica e que vai afectar a economia local do Tâmega.

 

O Governo também fez questão de assegurar que vai acompanhar o projecto de perto para assegurar que  as regras ambientais são cumpridas. "As autoridades do ambiente vão estar muito atentas ao cumprimento daquilo que são as medidas preconizadas na declaração de impacte ambiental porque isso é a garantia que estão salvaguardadas as principais questões ambientais", afirmou Carlos Martins.




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