Indústria Industriais de pasta e papel criticam proibição de plantação de eucalipto

Industriais de pasta e papel criticam proibição de plantação de eucalipto

A CELPA - Associação da Indústria Papeleira defende que a proibição de plantação de novas áreas de eucalipto é um "enorme prejuízo para a economia portuguesa", além de não ter fundamentação técnico-científica.
Industriais de pasta e papel criticam proibição de plantação de eucalipto
Correio da Manhã
Lusa 21 de abril de 2017 às 12:33
Num anúncio publicado hoje na imprensa, um dia depois do debate da reforma das florestas no parlamento, a associação vem criticar a decisão governamental de proibir a plantação de novas áreas de eucalipto com base numa "ideia errada e preconceituosa".

"A fileira industrial baseada no eucalipto tem sabido aproveitar os recursos naturais de que o país dispõe [...] utilizando uma espécie bem adaptada, e tem-no feito de forma exemplar, responsável e com total respeito pelo ambiente", argumentou a CELPA, defendendo que a proibição "prejudica os produtores florestais, provoca perda de competitividade da indústria da pasta e papel e contrai a economia do país".

Em contrapartida, a associação garante que a proibição "reduz as áreas com gestão, promove o abandono e o crescimento de áreas de matos e incultos e aumentará o risco de incêndio (49% da área ardida nos últimos 15 anos são matos ou incultos e 13% são eucalipto)", "não se resolve o problema das demais espécies" e deverá fazer aumentar as importações de madeira.

Com base no eucalipto, a indústria de pasta e papel nacional é "líder na exportação de bens de elevado valor acrescentado nacional", pelo que "limitar a matéria-prima mais importante da indústria papeleira é afectar de forma dramática a sua competitividade e a balança comercial do país", além de "destruir milhares de postos de trabalho".

"Esta reforma não forma consenso no seio das principais organizações de produtores florestais", acrescentou ainda a CELPA, que afirma não haver fundamentação técnico-científica válida para proibir a plantação de eucalipto.

Uma das propostas do executivo em discussão diz respeito à alteração do regime jurídico das acções de arborização e rearborização, para "reforçar os mecanismos de comunicação entre todas as entidades e criar regras para o cultivo do eucalipto".



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mais votado Anónimo Há 2 dias

A Navigator é boa empresa desde que deduções fiscais e fundos públicos de apoio discricionários deixem de ser a regra e passem a ser menos do que uma excepção. Quando isso acontecer a empresa terá de optar por uma gestão lean assente na boa gestão de recursos humanos e no investimento em capital com elevada incorporação de tecnologia automática que eleve a produtividade da empresa para outros patamares. Em França e Itália, países com vastas áreas com óptimas condições para a plantação de eucalipto, em vez de importarem a esperteza saloia da plantação de eucalipto australiano mantiveram as florestas de pinheiro, castanheiro, aveleira e nogueira, criando uma mancha verde florestal de espécies autóctones rica em frutos secos e madeiras nobres de elevado valor comercial que vários sectores da indústria transformadora de alto valor acrescentado aproveitam, que apresenta muito maior diversidade e é económica, paisagística e ambientalmente muito mais interessante e auto-sustentável.

comentários mais recentes
Anónimo Há 1 dia

Li a publicidade em forma de notícia de 1 página, no Correio da Manha, e resolvi comentar as mentiras de quem vive
a secar e destruir a natureza em Portugal. Se já achava que nos queriam fazer de burros ( e temos milhares de proprietários que não passam disso mesmo), mais convencido fico.

Rui Madeira Há 2 dias

Logo agora que no campo tinha mais 30 Hect prontos para resseber mais aclipes... tinha ali o Garcia que me cumpraba tudo... e agora?

pertinaz Há 2 dias

NÃO SENDO ADEPTO DO EUCALIPTO, CONSIDERO UMA MEDIDA CEGA E DE UMA ESTUPIDEZ ATROZ... TÍPICA DA ESCUMALHA QUE DESGOVERNA PORTUGAL...!!!

Anónimo Há 2 dias

Os italianos têm a Nutella de avelã e os portugueses têm a Navigator de eucalipto. Cada um tem o que merece.

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