Mercados Dez anos depois, Gabriela Figueiredo Dias chega à liderança da CMVM

Dez anos depois, Gabriela Figueiredo Dias chega à liderança da CMVM

Licenciada em Direito, começou a sua actividade profissional como advogada. Exerceu depois consultoria jurídica e, em 2007, chegou ao regulador do mercado de capitais.
Dez anos depois, Gabriela Figueiredo Dias chega à liderança da CMVM
Miguel Baltazar / Negócios
Raquel Godinho 13 de Outubro de 2016 às 13:43

Mais de um ano depois, Carlos Tavares já tem sucessor na liderança da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). A escolha do Governo recaiu em Gabriela Figueiredo Dias, até agora vice-presidente do regulador do mercado de capitais. Licenciada em Direito, está na entidade desde 2007.

Era uma das nomeações mais aguardadas dos últimos meses. Carlos Tavares terminou, a 15 de Setembro de 2015, o mandato de presidente da CMVM. Aguardava, desde então, a nomeação do seu sucessor, mantendo-se no cargo até agora. Esta quinta-feira, foi conhecido o nome da sua sucessora, a vice-presidente da CMVM até agora.

Gabriela Figueiredo Dias passou a fazer parte dos quadros da CMVM em 2007. Até 2008 foi assessora dos Assuntos Internacionais e Política Regulatória. Depois, até 2010, foi directora-adjunta do Departamento Internacional e de Política Regulatória. Nos dois anos seguintes, foi directora-adjunta do Departamento de Mercados, Emitentes e Informação.


De acordo com o curriculum vitae, entre Setembro de 2012 e Fevereiro de 2013, foi directora do mesmo departamento. Seguiu-se o cargo de assessora do Conselho de Administração da CMVM, entre 2013 e Julho de 2015. Foi, nessa altura, que ascendeu à posição de vice-presidente do Conselho de Administração do regulador.

Gabriela Figueiredo Dias ocupou o lugar deixado vago na administração da CMVM após a morte de Amadeu Ferreira em Março do ano passado, depois de 23 anos no regulador. Amadeu Ferreira foi o escritor de dois terços do actual Código de Valores Mobiliários.


Antes de chegar à CMVM, entre 1998 e 2007, Gabriela Figueiredo Dias fez assessoria jurídica independente a empresas, consultoras e sociedades de advogados na área do direito das sociedades, direito financeiro, direito bancário, direito dos seguros, fundos de pensões e direito do mercado.

Começou a sua actividade profissional na área da advocacia, em 1990. Trabalhou nos escritórios Rodrigo Santiago e Associados, Miguel Galvão Teles/Soares da Silva e como independente.


Desde 1990 que é também docente universitária. Passou pela Universidade Moderna do Porto, Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, Universidade Católica Portuguesa, entre outras.


É licenciada em Direito, com área de diferenciação em Direito Privado, pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Conta também com um mestrado em Ciências Jurídico-Empresariais e um programa de doutoramento em Direito das Empresas, pela mesma Faculdade. Realizou vários programas de investigação, destacando-se o realizado, entre 2006 e 2007, sobre a Governação de Fundos de Pensões na Universidade de Columbia.

Tendo já contado com a aprovação do organismo que valida as escolhas para os altos dirigentes do Estado, a CRESAP, Gabriela Figueiredo Dias terá ainda que ser ouvida no Parlamento.

Gabriela Figueiredo Dias era a única dos actuais membros do conselho directivo da CMVM que poderia manter-se em funções, pois iniciou em Julho  de 2015 um mandato de cinco anos. Carlos Alves e Maria dos Anjos Capote também já tinham terminado o mandato e serão também substituídos pelas Finanças.




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mais votado 5640533 Há 3 semanas

Depois de tanto tempo em altos cargos na CMVM não acredito que venha mudar alguma coisa. A CMVM, como os outros reguladores, é uma estrutura pesada, lenta e... muitas vezes cega.

comentários mais recentes
Mais Uma Boya Há 3 semanas

So por ser adevogada devia nao aceitar o Taxao, pois persumo, que nao seja melhor dos seus capangas. Pobre pais, nas garras dos Corvos dos Adevogados do Diabo.

Anónimo Há 3 semanas


FP . CGA – 40 ANOS A ROUBAR OS TRABALHADORES E PENSIONISTAS DO PRIVADO

"Os trabalhadores que lutam, não o fazem por privilégios mas sim por direitos", diz a FP.


COMO SÃO PAGOS OS “DIREITOS” DA FP?

Através dos aumentos de impostos... que representam um corte no salário dos trabalhadores do privado (que não têm esses direitos)!

CONCLUSÃO: Os “direitos” de uns, são pagos com o SACRIFÍCIO dos outros!

Anónimo Há 3 semanas

Todos estes fazem parte daquele grande cemitério que é a bolsa nacional ajudando pela sua inacção os coveiros dos pequenos accionistas .

surpreso Há 3 semanas

Um tachão,para uma burocrata,Pelas datas,deve ter amigos no Largo do Rato

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