Nuno Amado
Nuno Amado 23 de novembro de 2017 às 00:02

Estabilidade de políticas e redução da dívida pública

Acredito que para garantir a sustentabilidade do país é fundamental alcançar um maior nível de investimento privado. Para atingir esse objetivo, considero essencial assegurar dois aspetos fundamentais para o futuro do país
Em primeiro lugar, assegurar um enquadramento de grande estabilidade. Num mundo de concorrência global, em que é necessário captar investimento privado, é crítico que o país seja reconhecido pela previsibilidade e adequabilidade das suas políticas e por um enquadramento que favoreça o investimento. A estabilidade é necessária ao nível fiscal, ao nível laboral e ao nível do entorno legal e regulamentar, que tem de ser simplificado e agilizado. Temos de ter um enquadramento que, sem receios nem complexos, estimule o investimento e o crescimento do setor privado.

Como segundo ponto, é fundamental termos uma redução rápida e sustentável da dívida pública. Para tal, é importante um pacto entre os principais partidos que estabeleça metas para o nível de redução da dívida do Estado, definindo qual é o objetivo de redução do "ratio" de dívida pública em função do PIB anual ou por legislatura. Este acordo deveria estar focado nos objetivos quantitativos e não nas políticas públicas, que são diferentes em função das opções políticas de cada partido. Temos de entender, também sem receios nem complexos, que um nível de dívida tão elevado é um fator de enorme risco e um fator que inibe o crescimento da economia.

Com a garantia de estabilidade do enquadramento fiscal e legal, e com metas concretas, firmes e mais intensas de redução do endividamento público, é possível alcançar um maior nível de investimento privado, que, acredito, deve ser a força motora por trás do crescimento da economia nacional.


Este artigo está em conformidade com o novo Acordo Ortográfico


No âmbito do 20.º aniversário do Negócios, pedimos um artigo a várias personalidades sobre ideias para o futuro de Portugal.  


A sua opinião2
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado TinyTino Há 2 semanas

Quando a dívida pública que temos foi criada em grandes negócios de PPPs financiados pela banca com taxas de fixas de usura: 7% ao ano mesmo em ambiente de queda generalizada de taxas; quando o choque de 20108 resultou de ma bolha imobiliária alimentada pela banca e os seus esquemas de comissões, quando a dívida pública cresceu em flecha para resgatar a banca: BPN, BPP, BES, BANIF e financiá-los com CoCos: BCP, BPI, etc; é de uma completa falta de vergonha e lavagem cerebral vir a público tecer estes comentários.

comentários mais recentes
TinyTino Há 2 semanas

Quando a dívida pública que temos foi criada em grandes negócios de PPPs financiados pela banca com taxas de fixas de usura: 7% ao ano mesmo em ambiente de queda generalizada de taxas; quando o choque de 20108 resultou de ma bolha imobiliária alimentada pela banca e os seus esquemas de comissões, quando a dívida pública cresceu em flecha para resgatar a banca: BPN, BPP, BES, BANIF e financiá-los com CoCos: BCP, BPI, etc; é de uma completa falta de vergonha e lavagem cerebral vir a público tecer estes comentários.

Anónimo Há 2 semanas

A dívida pública anda a bater recordes. Mas o pior é que a banca de retalho subsidiada pelo Estado (nós) está mesmo à espera disso para aumentar a carteira de clientes e elevar o "produto bancário". A banca de retalho tradicional, juntamente com a Frente Comum e demais sindicatos, é uma das maiores amigas do excedentarismo, da falta de transparência e demais fontes de despesismo. Não brinquem mais com o fogo que esta pandilha é perigosa e totalmente irresponsável.