Carlos Ribas
Carlos Ribas 23 de novembro de 2017 às 00:06

Evolução para a sociedade do saber e apetência pela criação

Para que Portugal continue a atual tendência de crescimento económico tem de investir, cada vez mais, na formação das suas pessoas, evoluindo para uma sociedade do saber, do conhecimento e com forte apetência pela criação, tendo em consideração as necessidades tecnológicas que a quarta revolução industrial vai obrigar a redefinir.
As empresas têm de ser cada vez mais ágeis na adaptação na aceitação da mudança e na antecipação das necessidades do mercado.

Com a IoT - Internet das Coisas (de todas as coisas) é certo que todos os equipamentos vão estar conectados, levando isso ao desenvolvimento de novas tecnologias já existentes, mas não utilizadas como, por exemplo, o data mining, big data, cloud, sistemas ciberfísicos. A transformação derivada da IoT não para por aí. A digitalização de processos produtivos já é uma realidade não apenas com os robôs colaborativos, que trabalham lado a lado com as pessoas na fábrica, mas principalmente com as plataformas digitais que nos dão acesso a todos os dados que necessitamos em tempo real, suportando, desta forma, as tomadas de decisões ou até propondo as decisões.

Novas competências técnicas passam a ser necessárias dentro das empresas e os colaboradores estão, também eles, a enfrentar o desafio de adaptação às novas tecnologias e da aquisição de novos conhecimentos. Todas as pessoas terão de ganhar competências nas novas tecnologias, uma vez que os futuros postos de trabalho serão radicalmente diferentes daquilo que conhecemos hoje.

Por fim, temos de olhar também para aqueles que ainda vão entrar no mercado de trabalho. Para isso, é essencial que se promova, cada vez mais, uma ligação da academia ao mundo empresarial. O papel das empresas deve ser o de mostrar o caminho: identificar as suas necessidades em áreas específicas - os perfis que serão necessários no médio e longo prazo - e trabalhar com as universidades na definição de disciplinas e cursos que formem profissionais com perfis que respondam a essas necessidades. 


Artigo em conformidade com o novo Acordo Ortográfico


No âmbito do 20.º aniversário do Negócios, pedimos um artigo a várias personalidades sobre ideias para o futuro de Portugal.  
A sua opinião1
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas

Concordo em absoluto, a grande diferença entre Portugal e os países do norte da Europa é que ainda temos os partidos do arco da governação convencidos que o factor trabalho tem de ser subjugado ao capital. No Norte da Europa a questão está invertida e os cidadãos sabem que o trabalho está primeiro.

pub