Paulo Rodrigues da Silva
Paulo Rodrigues da Silva 23 de novembro de 2017 às 00:04

Remover obstáculos para conseguir criar valor

Discutimos muitas vezes a necessidade de novas medidas, mais iniciativas, programas adicionais.
Para estimular o crescimento, para regular imperfeições, para incentivar empresas ou sectores, para apoiar organizações. Em geral com boas justificações e motivações positivas, mas muitas vezes com resultados aquém das expectativas. O que é compreensível, num mundo cada vez mais global e interligado.

Em contrapartida, é mais rara a preocupação com a remoção do que está ultrapassado, do que é limitador. Criámos novos processos, mais regras, mais actividades... mas dificilmente eliminámos os anteriores.

A criação de valor nas sociedades modernas reside essencialmente no espírito de iniciativa, na criatividade e coragem de inovar, na capacidade de evolução dos indivíduos, das empresas e das comunidades.

A maior contribuição que podemos fazer para esta criação de valor é remover obstáculos que a limitam. E isto aplica-se a todos os níveis: no âmbito profissional, nas empresas, na esfera pública ou social, até mesmo nas nossas vidas pessoais.

Para que possamos focar-nos naquilo que verdadeiramente é importante.

Sim, remover "coisas" é difícil, dá muito trabalho. Há sempre uma razão para não fazer ou para adiar a decisão. Mas é fundamental fazê-lo.

Simplificar é uma necessidade, que exige permanente determinação.

Para isso temos de encarar o "menos": menos complexidade, menos níveis hierárquicos, menos tarefas que não se justificam num mundo cada vez mais digital. Menos processos burocráticos, menos barreiras, menos regulamentações obsoletas. Menos institutos, menos incentivos, menos distorções, menos custos, menos impostos.

E isso será estimulante.

De mais responsabilidade, de mais iniciativa individual e colectiva, de mais autonomia, de mais empreendedorismo, de mais liberdade.

Menos é mais.


No âmbito do 20.º aniversário do Negócios, pedimos um artigo a várias personalidades sobre ideias para o futuro de Portugal.  
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