Para a SIVA|PHS, importadora oficial da Audi em Portugal, participar na Fórmula 1 este ano representa muito mais do que uma incursão competitiva; é um pilar central na renovação da empresa e um motor de competitividade global.
Marília Machado dos Santos, Diretora-Geral da marca em Portugal, sublinha a magnitude desta jornada: “A nossa entrada na Fórmula 1 é parte de algo maior. É o próximo passo na renovação da Audi, desenhado para reforçar a nossa competitividade e impulsionar uma nova cultura de performance em toda a organização. Na F1, cada segundo conta, e esta mentalidade de agilidade, rapidez e inovação será o catalisador de mudança rumo a uma Audi ainda mais ágil e inovadora.”
A decisão da Audi de entrar no auge do desporto motorizado assenta numa estratégia de negócio robusta e clara. “O alcance global da Fórmula 1 oferece uma visibilidade de marca incomparável. Isto abre novas oportunidades para envolver públicos-alvo estratégicos, especialmente em mercados vitais como os EUA, a Europa e a China”, explica Gernot Döllner, CEO da Audi.
Um fator determinante para esta entrada é a grande mudança regulamentar da FIA. As novas regras introduzem o uso de combustíveis 100% sustentáveis e vão aumentar a componente elétrica das unidades motrizes híbridas para quase 50%. Esta evolução técnica está alinhada com o caminho da Audi rumo à mobilidade sustentável, individual e premium.
Transição crucial teve início na Suíça
O projeto já ultrapassou marcos operacionais decisivos. No final do ano passado, a Audi Revolut F1 Team realizou com sucesso a primeira ignição da unidade motriz Audi Power Unit instalada no chassis de 2026, nas instalações da equipa em Hinwil, na Suíça. Este momento simbolizou a transição crucial do projeto de design para a realidade dinâmica, validando anos de desenvolvimento intensivo, que se traduziram na participação histórica da Audi neste campeonato de 2026.
Esta conquista técnica resulta de uma colaboração multifuncional estreita entre três localizações estratégicas: a Audi Formula Racing GmbH em Neuburg, na Alemanha, onde é desenvolvida a unidade de potência; o supracitado centro suíço de Hinwil, focado no desenvolvimento do veículo e operações de corrida; e o novo Centro Técnico em Bicester, no Reino Unido, situado no coração do Motorsport Valley, que proporciona acesso direto a talentos de topo da F1.
O impacto deste projeto estende-se além das pistas, moldando a própria identidade visual da marca. Com o Audi R26 Concept, a Audi introduziu um sistema de design unificador que coloca os quatro anéis no centro de todo o seu universo. O objetivo é claro: criar uma ligação emocional profunda com uma comunidade global que valoriza a coragem e a sofisticação.
Lutar por campeonatos até 2030
Os responsáveis da marca informam que a ambição é elevada e a jornada está traçada: lutar por campeonatos até 2030. Para a Audi, esta não é apenas uma estreia, mas a reafirmação de uma herança vencedora. “O desporto motorizado sempre fez parte da nossa identidade. Desde as Flechas de Prata da Auto Union nos anos 30 até ao domínio de ralis e às conquistas com tecnologia híbrida em Le Mans, sempre que a Audi entrou numa competição, o sucesso seguiu-se”, afirma Gernot Döllner. “A Audi nunca entrou apenas para competir; entramos com o objetivo de liderar, inovar e vencer”, assegura o CEO.
Este compromisso é a materialização do mote histórico da marca: "Na Vanguarda da Técnica", que em 2026 se reafirma como o claim principal, servindo de exemplo de excelência para toda a organização Audi.