Segurança Social Presidente da Raríssimas demite-se e fala em "cabala muito bem feita"

Presidente da Raríssimas demite-se e fala em "cabala muito bem feita"

Em declarações prestadas ao Expresso, Paula Brito e Costa anunciou a sua demissão da presidência da Raríssimas e explicou que esta decisão resulta de uma "cabala muito bem feita".
Presidente da Raríssimas demite-se e fala em "cabala muito bem feita"
Negócios 12 de dezembro de 2017 às 15:36

Sob crescente pressão mediática, Paula Brito e Costa anunciou esta terça-feira, 12 de Dezembro, a demissão da Associação de Deficiências Mentais e Raras Raríssimas anunciou a sua demissão.

 

Em declarações ao jornal Expresso, Paula Brito e Costa diz que "a minha presença já está a afectar a instituição e tenho de sair. Esta é uma cabala muito bem feita".

 

"Deixo à Justiça o que é da Justiça, aos homens o que é dos homens e ao meu país uma das maiores obras, mas mesmo assim vou saio. Presa só estou às minhas convicções", acrescentou ao semanário que diz saber que Paula Brito e Costa estava em negociações com o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, com vista à concretização da sua demissão.

Paula Brito e Costa revela ter pedido ao ministro Vieira da Silva a "suspensão temporária de funções enquanto estivessem a decorrer as investigações, porque temos 300 meninos por dia na Raríssimas de quem é preciso cuidar". Porém, "esta opção foi estudada pelo gabinete, mas não existe a figura da suspensão temporária no quadro das IPSS e, portanto, saio", concluiu.

Esta manhã, a direcção da Delegação Centro da Raríssimas tinha solicitado ao presidente da mesa da Assembleia Geral da instituição, Paulo Olavo Cunha, a convocatória de uma assembleia-geral extraordinária para "deliberar sobre a destituição da presidente da direcção".

Continuam a fazer-se sentir as réplicas deste caso. Já esta tarde, Manuel Delgado abandonou o cargo de secretário de Estado da Saúde. Manuel Delgado foi consultor da Raríssimas entre 2013 e 2014, período ao longo do qual recebeu 63 mil euros.


O processo de sucessão é nesta altura uma incógnita, desde logo porque a instituição não tinha actualmente vice-presidente. Ricardo Baptista Leite, deputado do PSD, rejeitou ontem assumir a vice-presidência da IPSS devido a toda a polémica em torno da Raríssimas.

(Notícia actualizada às 15:50)




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