Empresas Credores aprovam plano de recuperação judicial da Oi

Credores aprovam plano de recuperação judicial da Oi

O plano de recuperação judicial da Oi, controlada em mais de 20% pela Pharol, teve luz verde dos credores, depois de "ajustes negociados" numa assembleia-geral que durou cerca de 15 horas.
Credores aprovam plano de recuperação judicial da Oi
Bloomberg
Rita Faria 20 de dezembro de 2017 às 07:47

O plano de recuperação judicial da operadora brasileira Oi foi aprovado na assembleia-geral que decorreu na terça-feira, 19 de Dezembro, informou a empresa em comunicado.

 

A Oi "informa a seus accionistas e ao mercado em geral que, nesta data, os credores da Companhia e suas subsidiárias (…) reunidos em Assembleia Geral de Credores regularmente instalada, aprovaram o Plano de Recuperação Judicial das Recuperandas ("Plano"), com ajustes negociados", informa o comunicado ao mercado.

 

O plano, que será submetido à homologação do Juízo da 7ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro, atende, segundo a operadora, "a todas as partes interessadas de forma equilibrada".

 

"Garante a viabilidade operacional e a sustentabilidade das recuperandas, permitindo que a Oi invista para melhorar a qualidade dos serviços de telefonia fixa e móvel, banda larga e TV por assinatura e saia mais fortalecida ao final deste processo", aponta a empresa, que tem como maior accionista a portuguesa Pharol.

 

No comunicado a anunciar que o plano foi aprovado, não são detalhados os ajustes que foram negociados com os credores, mas sabe-se que, durante a assembleia-geral, o Banco do Brasil e o Banco de Desenvolvimento Económico Social entregaram propostas de alterações, que levaram a reunião a ser suspensa até às 19:00 (21:00 Lisboa) para que o presidente da Oi, Eurico Teles, as pudesse analisar.

De acordo com a Bloomberg, entre as alterações à anterior versão do plano está a ausência de condições para a realização do aumento de capital. "Esperamos que a injecção de capital aconteça antes do prazo de um ano", disse o novo CEO, Eurico Teles, revelando que existem "compromissos firmes" para avançar com a operação.

Ainda assim, a agência de notícias norte-americana revela que a operação de aumento de capital deverá ser contestada judicialmente por accionistas que estão discontentes com o plano de recuperação, que prevê uma forte diluição da sua posição.  
 

A versão do plano de recuperação judicial que foi levada à AG foi conhecida no passado dia 13 de Dezembro e prevê a conversão da dívida até 75% do capital da Oi. Quer isto dizer que, no final do processo, os credores vão ficar a controlar a maioria do capital da empresa, com os actuais accionistas a sofrerem uma forte diluição das suas participações, incluindo a Pharol que actualmente é maioritária com 27,18%. A empresa liderada por Palha da Silva revelou que é contra o plano.

As alterações do novo plano incluem o parcelamento, em 20 anos, das dívidas da operadora à Anatel e estabelecimento da capitalização mínima em 4 mil milhões de reais até um máximo de 6,5 mil milhões com emissão de novas acções. A decisão sobre a dívida levou o regulador do sector das telecomunicações e maior credor individual da Oi a votar contra o plano.

Com o "ok" dos credores, poderá chegar ao fim um processo que se arrasta há 18 meses, depois de a operadora ter, em Junho do ano passado, entrado com um pedido de recuperação judicial por não conseguir negociar as dívidas, que na época somavam 65 mil milhões de reais (17 mil milhões de euros).

(notícia actualizada às 9:00 com mais informação)




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mais votado Falta de respeito 20.12.2017

Já percebi que o Sr. João Ferreira não gosta da Pharol e pode não gostar está no seu direito eu também não gosto de várias coisas neste mundo e ninguem me diga para gostar por exemplo aquilo de um homem viver com outro homem não concordo para mais ainda querem adoptar crianças o que acho mal porque depois obrigam as crianças a gostar do mesmo que eles e isso vai contra a natureza humana e o que Deus quer, mas eu não tenho nada a ver com o que cada um faz da sua vida desde que não andem aos beijos na rua. Mas o Sr. João Ferreira é um bocado mal criado e podia dizer as suas ideias sem ir por caminhos da ofensa.

comentários mais recentes
Vai correr bem e eu vou comprar 20.12.2017

"a operação de aumento de capital deverá ser contestada judicialmente por accionistas que estão discontentes com o plano de recuperação, que prevê uma forte diluição da sua posição."

Vou já comprar mais. Vale 1€, ou talvez 2€, segundo dizem.

Afnal o plano é bom ou mau? 20.12.2017

Assim com tanta confusão não facilitam nada a vida aos pequenos investidores como eu que apenas tentam ganhar dinheiro confiando nas recomendações de pessoas que aqui escrevem e que dizem saber muito por isso eu confio nelas e continuo a comprar Pharol para ver se dou uma volta á minha vida depois de ter perdido tanto dinheiro no BES por causa dos bota-abaixo que deram cabo de uma empresa que era muito boa porque era gerida pela família Espirito Santo uma das familias mais importantes de Portugal inclusivamente tinham coisas na Suiça que é o país onde as pessoas espertas guardam a sua riqueza para não serem apanhadas pelo fisco em Portugal que é um pais onde tanta gente é invejosa e por isso é que a Pharol que vale 1€ ou mesmo, segundo dizem, 2€ está a valores tão baixos e se calhar até vai descer outra vez hoje apesar de ter subido o que até seria bom mas não é porque já não tenho dinheiro para comprar mais e baixar o preço médio o que é bom fazer.

jose 20.12.2017

Porque será que os bota-abaixo andam sempre pelas acções mais activas e com potencial? Porque não vão botar-abaixo da SAG-GEST, por exemplo, ou a Novabase? Pois é, os bota-abaixo não andam a perder tempo, andam a mamar...está a teta está a secar.

jose 20.12.2017

Eles estão a a cobrir os short, pois a sessão vai a meio e já transacionaram 12 milhões de acções. A subir 6%. Pois é, os bota-abaixo queriam mamar mais. Está a acabar. O fair value do pharolito são 40 (se a coisa correr razoavelmente), 50 (se a coisa correr bem) e 80 centimos (se correr muito bem)

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