Bankinter quer ser um banco português

"As empresas e o comércio internacional têm sido área de eleição do banco, por isso temos desde os produtos mais simples até aos mais sofisticados", sublinhou José Luis Vega.
Bankinter quer ser um banco português
José Luis Vega, director da Banca de Empresas do Bankinter Portugal, sublinhou que "as empresas e o comércio internacional têm sido áreas de eleição" do banco.
Ricardo JR
Filipe S. Fernandes 30 de novembro de 2017 às 16:26
"Queremos ser um banco português", referiu José Luis Vega, director da banca de empresas do Bankinter Portugal, "e só traremos de Espanha os produtos que funcionarem em Portugal". Revelou ainda que a decisão de entrar em Portugal, como primeira experiência de internacionalização do Bankinter, tinha sido tomada no início de 2015.

A ideia era abrir uma sucursal do Bankinter para a banca de empresas com um plano de negócios a cinco anos, a que se seguiriam depois outros segmentos. Mas surgiu a oportunidade de adquirir os activos do Barclays Bank em Portugal, em Setembro de 2015. A operação estava vocacionada para o segmento de particulares, mas o Bankinter quer ser em Portugal o que é desde a sua génese, em 1965, em Espanha, um banco de empresas.

Em 2017, duplicámos o financiamento ao negócio internacional e prevê-se que em 2018 volte a duplicar. José Luis Vega
Director da banca de empresas do Bankinter Portugal

"As empresas e o comércio internacional têm sido área de eleição do banco, por isso temos desde os produtos mais simples até aos mais sofisticados", sublinhou José Luis Vega. O responsável pela banca de empresas do Bankinter em Portugal revelou que em "2017 duplicámos o financiamento ao negócio internacional e prevê-se que em 2018 volte a duplicar".

Os produtos vão dos créditos e remessas documentárias, e garantias, até às soluções de tesouraria quotidianas, como os pré-financiamentos, financiamentos e adiantamentos de importação e de exportação, passando pelas soluções "à medida", tendo em conta a especificidade de grande parte deste tipo de operações, bem como as características de determinados mercados.

Plataforma de negócio na web

Uma das prioridades do Bankinter em Portugal é o investimento nos sistemas tecnológicos do banco. Recentemente lançou em Portugal uma nova Plataforma de Negócio Internacional, integrada na solução Bankinter Empresas, uma solução web, para clientes em Portugal, que permite a emissão, gestão e acompanhamento de cartas de crédito e de remessas documentárias.

Esta é uma ferramenta inovadora que permite que tudo o que se relaciona com o fluxo normal destes instrumentos seja gerido sem necessidade de ferramentas auxiliares, como o e-mail, por exemplo. Gera alertas por SMS ou por email e tem o conceito da remessa documentária de exportação directa, em que a documentação (comercial e/ou financeira) não tem de ser validada pelo Bankinter, seguindo, por correio expresso, directamente do cliente para o banco do importador.

Esta plataforma de negócio internacional terá novidades já em 2018, com a adição de novas funcionalidades. Segundo José Luis Vega, "já tem dezenas de empresas a utilizarem esta ferramenta". Nas próximas fases esta plataforma vai permitir financiamento e fazer adiantamentos.

Exportações com pronúncia do Norte 

Em 2016, a região Norte representou 40,9% das exportações de bens portugueses, tendo crescido entre 2013 e 2016 a uma taxa média de 5,9% ao ano.

"Um conjunto de provocações" foi assim que Fernando Freire de Sousa, presidente da Comissão de Coordenação da Região Norte, começou a sua intervenção como keynote speaker, que teve por objectivo situar a Região Norte na competitividade, exportações e internacionalização da economia portuguesa. Salientou que as exportações foram a grande transformação da economia portuguesa em tempos recentes, pois foi "o único componente do PIB que cresceu sustentadamente durante a crise" e sublinhou que "só em 2018 a economia portuguesa vai atingir o ponto em que estava em 2008".

Fez uma análise do perfil das exportações de bens da Região Norte. Os produtos da fileira têxtil-vestuário dominam com cerca de um quinto do valor total de exportações. Os produtos da fileira automóvel representam um sexto do total. As máquinas e aparelhos, incluindo o material eléctrico, constituem o terceiro grande grupo, cerca de um sétimo do total. Com 9% do total surgem o grupo calçado e couro e os produtos da fileira florestal, e com 8% vem o grupo dos metais comuns. Destaque ainda para os plásticos (cerca de 4%) e para as bebidas (com menos de 3%).

O crescimento do Bankinter está intimamente associado ao crescimento das empresas que apoiamos.  Alberto Ramos
Country Manager do Bankinter Portugal


Em 2016 as empresas da Região Norte exportaram bens no valor de 20,5 mil milhões de euros e importaram 14,7 mil milhões de euros. Entre 2013 e 2016 as exportações cresceram a uma taxa média de 5,9% ao ano. Mais de metade do valor das mercadorias exportadas tem por destino Espanha (26,6%), França (15,9%), Alemanha (11,6%) e Reino Unido (8,8%). A União Europeia representa 81,2%.

Em 2016, 82,8% dos bens importados pelas empresas da região eram provenientes da UE. Fora da UE, a China afirma-se como o principal país fornecedor. Em Espanha, a principal região importadora de produtos portugueses é a Galiza.

Cerca de 85% das exportações do Norte estão concentradas em 18 municípios: Famalicão, Maia, Guimarães, Gaia, Feira, Braga, Porto, Viana do Castelo, Oliveira de Azeméis, Felgueiras, Matosinhos, Barcelos, São João da Madeira, Vila do Conde, Santo Tirso, Bragança, Cerveira e Trofa. 


A ligação e o apoio às empresas está no ADN do Bankinter

O Bankinter está e vai continuar a estar com "as empresas que tanto nos orgulham e que projectam o nome de Portugal internacionalmente" referiu, no Porto, Alberto Ramos, country manager do Bankinter Portugal.

A primeira sessão da Plataforma Empresarial, organizada pelo Bankinter e pelo Jornal de Negócios, realizou-se no Porto e teve como tema o impacto das relações comerciais internacionais, nomeadamente as que se desenrolam entre Portugal e Espanha, bem como o Brexit e o seu impacto nessas relações comerciais.

A escolha do tema teve que ver com o facto de o Porto ser "uma região historicamente ligada ao Reino Unido, com relações comerciais ancestrais e actuais", por isso interessa reflectir sobre "qual o impacto para o Porto, para a região norte do país, para Portugal e para as empresas", como referiu Alberto Ramos.

A proximidade e o apoio às empresas estão no ADN do Bankinter porque têm sido ao longo da sua história um factor do seu crescimento. Para Alberto Ramos, "a ligação às empresas tem sido muito próxima e muito devemos aos desafios que as empresas nos têm colocado, no sentido de procurarem mais e melhores soluções para a sua actividade. O crescimento do Bankinter está intimamente associado ao crescimento das empresas que apoiamos". Concluindo que "o seu sucesso estimula o nosso".

Desde Abril de 2016 a operar em Portugal, o Bankinter sempre teve como prioridade o mercado empresarial. "Trabalhámos e continuamos a trabalhar para poder oferecer uma gama completa de produtos e serviços que sirvam o desenvolvimento das empresas nossas clientes. Mas a nossa grande diferenciação assenta numa equipa de profissionais dedicados e experientes e na forma como respondem aos desafios colocados pelas empresas que servem", assinalou Alberto Ramos. Sublinhou ainda que o Bankinter está e vai continuar a estar com "as empresas que tanto nos orgulham e que projectam o nome de Portugal internacionalmente".

O que é a Plataforma Empresarial

A Plataforma Empresarial é uma iniciativa desenvolvida pelo Bankinter e pelo Jornal de Negócios que irá percorrer várias cidades do país como Porto, Aveiro, Braga, Faro e Lisboa. Tem como objectivos fomentar o debate de temas relevantes para as empresas num contexto local e nacional e servir de momento de partilha e geração de negócio entre as próprias empresas participantes. Como disse Alberto Ramos, "a "Plataforma Empresarial" é um reflexo do nosso apoio e compromisso com as empresas em Portugal. Ambicionamos que a "Plataforma Empresarial" seja um espaço de criação de oportunidades de negócio, bem como um espaço de reflexão".




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