Hugo Abreu
Hugo Abreu 05 de junho de 2017 às 13:00

As cinco forças da disrupção Digital

E como os CFOs podem liderar a mudança

A experiência empresarial moderna assenta em cinco grandes pilares:

 

1: Escassez de talentos à escala mundial

70% dos diretores financeiros está preocupado com o capital humano. É cada vez mais difícil encontrar a pessoa certa, com as competências necessárias, no momento certo.

 

2: Ascensão dos robots

Os robots industriais, que custavam cerca de $1.5 milhões há cinco anos atrás, agora têm um custo de $10K. As vendas de robots na Ásia aumentaram 70% entre 2010 e 2015, de acordo com o World Robots Report. Neste mesmo período de tempo, as empresas americanas instalaram  cerca de 135.000 robots industriais.

 

3: Impermanência mercado de trabalho

Segundo o World Economic Forum, até 2020 muitas das funções e perfis de emprego que existem hoje em dia irão desaparecer, sobretudo as tarefas repetitivas relacionadas com o trabalho físico. Assim, atualmente é um desafio recrutar pessoal para funções que, daqui a 5 anos, podem já nem existir.

 

4: Aumento exponencial das expectativas dos clientes

Na era das redes sociais, as empresas e os seus negócios estão sujeitos, como nunca estiveram antes, às expectativas dos clientes, sobretudo no que diz respeito à rapidez e à qualidade dos serviços.

 

5: Volatilidade dos modelos de negócio

Os fabricantes de produtos começaram a vender serviços, as empresas de hardware têm ofertas de conteúdos e até os jovens líderes empresariais da economia partilhada diversificam as suas ofertas. As empresas, independentemente do seu setor de atividade, precisam de infraestruturas para se adaptarem e poderem evoluir rapidamente.

 

Responder de forma imediata à mudança

As empresas, precisam ter as suas metas claramente definidas e estarem capacitadas com sistemas capazes de absorverem as surpresas que, inevitavelmente, irão surgir ao longo do percurso, para poderem gerir melhor a mudança.

A solução passa  inevitavelmente pela cloud. Este novo paradigma tecnológico ajudará as empresas a tornarem as experiências de compra dos seus clientes mais fácies e mais rápidas e, ao mesmo tempo, a encurtarem substancialmente os prazos de realização de qualquer transação, convertendo em realidade a meta das 24h.

Começar pelo mais simples

A maioria das dificuldades que surgem nos processos de transformação digital, estão diretamente relacionadas com o facto das empresas passarem diretamente para a fase da inovação sem antes reexaminarem os seus principais processos.

 

Antes de acelerar ou/e automatizar é vital simplificar. É igualmente importante standardizar os processos, de modo a que eles sejam comuns a toda a organização - a consistência é tão importante para os empregados como para os clientes, e este é um dos principais fatores aceleradores da eficiência.

 

 

Planear até os imprevistos

Os modelos de negócio estabelecidos são continuamente desafiados pelos desenvolvimentos políticos inesperados e pelas disrupções constantes  em todas as áreas. Num cenário onde a mudança passou a ser a única constante, as empresas têm que estar prontas para tudo e ser suficientemente flexíveis para alterar as suas estratégias.

 

Os CFOs estão ao leme da estratégia das suas empresas, navegando num mar de novos desafios e incertezas, ao mesmo tempo que têm que encontrar novas formas de fazer as coisas que sejam dez vezes melhores, mais rápidas e mais económicas.

 

Até 2020 o mundo empresarial irá passar por um teste decisivo. Este é contudo um caminho de oportunidades para aqueles que forem capazes de o fazer com sucesso. Assim, urge promover uma mudança estratégica que impulsione um planeamento mais flexível, porque uma coisa é adaptar sistemas e processos e outra, totalmente distinta, é transformar uma empresa para responder à mudança. Há que criar um roteiro de todos os cenários possíveis e estar preparado.

 

O futuro das empresas será determinado pela forma como os seus  diretores financeiros as souberem ajudar a reagir e capitalizar a mudança em seu favor.


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mais votado Anónimo Há 2 semanas

O maior processo de substituição de factor produtivo trabalho por factor produtivo capital da história da humanidade está-se a dar no mundo desenvolvido. Certos países podem, artificialmente, de modo fantasioso e inconsequente, atrasá-lo temporariamente a nível interno decretando aumentos salariais muito acima do preço de mercado e instituindo arranjos laborais intocáveis para toda a vida. A consequência disso será o aumento insuportável do endividamento excessivo e da carga tributária, que incidirão negativamente sobre o nível e qualidade de vida de toda ou uma grande parte da população adulta actual e futura, elevando o atraso e os níveis de iniquidade e insustentabilidade nesses países para patamares indecorosos dignos dos Estados falhados do chamado Terceiro Mundo.

comentários mais recentes
Parolada Há 2 semanas

Os CFO e os XYZ e os ERT Tudo corruptos armado em gente. Para ser CEO é preciso MBA mas pelos vistos agora qualquer um é TYU

Anónimo Há 2 semanas

O maior processo de substituição de factor produtivo trabalho por factor produtivo capital da história da humanidade está-se a dar no mundo desenvolvido. Certos países podem, artificialmente, de modo fantasioso e inconsequente, atrasá-lo temporariamente a nível interno decretando aumentos salariais muito acima do preço de mercado e instituindo arranjos laborais intocáveis para toda a vida. A consequência disso será o aumento insuportável do endividamento excessivo e da carga tributária, que incidirão negativamente sobre o nível e qualidade de vida de toda ou uma grande parte da população adulta actual e futura, elevando o atraso e os níveis de iniquidade e insustentabilidade nesses países para patamares indecorosos dignos dos Estados falhados do chamado Terceiro Mundo.

Anónimo Há 2 semanas

Portugal não tem credibilidade nem autonomia económico-financeira porque não tem tido políticas que permitam a criação, captação e fixação do melhor e mais adequado talento e capital disponível nos mercados globais de talento e capital. Sem flexibilização dos mercados laborais e fortalecimento dos mercados de capitais portugueses, Portugal nunca vai participar nas revoluções industriais como actor principal, secundário ou mesmo figurante. Será eternamente o expectador que chega ao evento sempre perto do acto final e por isso fica sem perceber o pouco daquilo que viu.

Pinto Há 2 semanas

Satisfazer as expectativas dos clientes, a mundaça é a unica constante... parece um artigo de gestão dos anos 80.
"O futuro das empresas será determinado pela forma como os seus diretores financeiros as souberem ajudar a reagir e capitalizar a mudança em seu favor". Por favor, poupem-nos...