Economia Governo admite nacionalizar o SIRESP

Governo admite nacionalizar o SIRESP

O Estado vai converter créditos em capital no Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP), admitindo tomar o seu controlo accionista, anunciou o Governo.
Governo admite nacionalizar o SIRESP
O Governo decidiu tomar uma posição accionista no SIRESP, admitir vir a tomar o controlo total do capital da empresa que gere a rede de emergência nacional.
Vítor Mota/Correio da Manhã
Rui Neves 21 de outubro de 2017 às 17:25

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas anunciou que o Estado português vai entrar no capital da SIRESP, SA, o polémico Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal, através da conversão de créditos em capital da sociedade.

 

Pedro Marques afirmou que, para já, o Estado vai tomar uma posição accionista no SIRESP, mas admitiu que, a prazo, poderá assumir o controlo total do capital, o que significaria a sua nacionalização.

Vão ser convertidos em capital os créditos das empresas Galilei e Datacomp, que também faz parte do universo SLN/Galilei, que actualmente têm um total de 42,55% na SIRESP (33% a Galilei e 9,55% a Datacomp).

 

Com esta medida de emergência, o Governo quer "ter um papel acrescido no desenvolvimento e gestão desta rede de emergência", tendo o ministro Pedro Marques anunciado que SIRESP vai ter mais quatro estações móveis com ligação satélite para reforçar as comunicações de emergência e contratar "um sistema de redundância com ligação à rede satélite" para melhorar as condições de segurança do sistema. O investimento está estimado em oito milhões de euros.

 

 

A decisão do Governo foi anunciada por Marques este sábado, 21 de Outubro, em conferência de imprensa, enquanto decorre o Conselho de Ministros extraordinário que visa aprovar medidas de prevenção e combate aos incêndios.




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comentários mais recentes
Anónimo Há 4 semanas

Voces não estão a ver o negocio ?... eu já estou a ver. Como não interessa investir milhões para enterrar a cablagem surgiu a ideia luminosa da nacionalização. Os accionistas serão indemnizados em milhões e o estado é que vai fazer a despesa na rede. Digam lá que não é genial ?

bazanga Há 4 semanas

Não percebo é como um sistema de emergêncial estatal pode ser privado. Seria o mesmo que ter polícia ou militares privados. Incrível.

Anónimo Há 4 semanas

O governo genocida não pode defender, promover e proteger o excedentarismo e mais indecorosa e contraproducente rigidez no mercado laboral, onerosa, injustificável e absolutamente desnecessária, como a que flagela a banca e a administração pública portuguesas, e ao mesmo tempo mentir aos portugueses dizendo que acautelou e acautela os seus mais básicos e fundamentais interesses enquanto cidadãos deste território. É um contra-senso inqualificável e por demais evidente. Mas quem quiser continuar a comer desta palha dada a bestas de carga que a coma. Os tratadores das bestas agradecem.

pertinaz Há 4 semanas

AÍ VAI O NOSSO DINHEIRO NOVAMENTE... A ESCUMALHA NÃO TEM EMENDA...!!!

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